Procura por ovos de Páscoa é intensa em shopping de Belém, nesta sexta-feira santa

Apesar do fluxo, lojas esperam dobro do movimento no sábado, véspera da Páscoa

Natália Mello
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A procura pelos ovos de Páscoa foi intensa na tarde desta sexta-feira santa, em um shopping localizado no bairro Mangueirão, em Belém. Mas, segundo os vendedores de duas lojas especializadas em chocolate, o sábado que antecede a Páscoa, celebrada neste domingo (17), deve registrar pelo menos o dobro do movimento.

“Ainda estão deixando para vir amanhã e por mais que o movimento esteja bom, ainda não está como esperávamos que fosse estar. Eles deixam para o sábado mesmo, é o dia que a gente não para um minuto, os clientes chegam desesperados. Nosso negócio é sempre dobrado no sábado, todo ano é isso, temos uma movimentação maior. Aí no domingo já é bem tranquilo, vem um ou outro que esqueceu de alguém”, afirmou a gerente de uma das lojas, Diana Castro.

A loja de chocolates de origem europeia, atualmente, trabalha também com o delivery e aceita pedidos por meio de um aplicativo de entrega. “O delivery é o que está bombando. Acho até que as vendas ficam bem divididas entre loja física, Ifood e delivery. A loja movimenta mais quando alguém que vem no shopping almoçar, ou ver outra coisa, passa aqui. Mas amanhã promete”, declarou Diana.

A gente de uma instituição financeira em Belém, Renata Fernandes, de 36 anos, não teve tempo de comprar antes o ovo para a sua filha. Por conta desse atraso e a falta de pesquisa, ela diz que não conseguiu comprar de lojas que costumava e está com dificuldades de encontrar o produto desejado. “Vim atrás de um ovo infantil, com brinquedo, ou brinde, e não consegui encontrar ainda. Os preços, né, estão bem elevados, mais caros do que no ano passado”, reclamou.

O corretor de seguros Geraldo Magela, de 57 anos, foi certeiro em uma linha de ovos de Páscoa da loja. O objetivo é, como todos os anos, presentear a esposa e a filha. “Vim agora porque é feriado, né, antes não tive tempo. Mas vim certo no produto, que é o que elas gostam, por mais que esteja mais caro, gosto de fazer a vontade delas”, conta.

Greicy Santos, de 27 anos, está há quatro anos como atendente de uma das principais franquias de chocolate especializados brasileira. Em condições de comparar as vendas de anos anteriores, ela observa um pequeno recuo nas vendas, em relação a 2021 e até mesmo antes da pandemia. Mesmo assim, a movimentação e a procura por ovos no estabelecimento, neste sábado, foi intensa.

“Nos outros antes era ainda mais gente, acho que caiu em torno de 10%. Mas provavelmente amanhã vem mais forte. O nosso estoque está bem reduzido, não tem mais tanta coisa, principalmente infantil, que é a nossa principal procura, os que vêm as pantufas, por exemplo, não tem mais nada. Agora estão vindo para comprar os clássicos, o Lacreme, que é o nosso carro chefe, com 28% de cacau, é o mais procurado, tanto no consumo de linha, quanto no ovo de Páscoa”, afirma.

A enfermeira Nayany Filgueiras, de 35 anos, aproveitou o tempo de folga com o marido, Gerson Costa, que é contador, para escolher os ovos de Páscoa dos dois meninos do casal: Carlos Eduardo, de 4 anos, e João Gabriel, de 3. Todos os anos, há todo um planejamento para que as crianças achem os ovos e, com o paladar restrito, eles foram direto justamente nessa linha, o Lacreme. “Ano passado eles gostaram desse da Lacreme, e como não costumam comer chocolate, ficamos com medo de comprar outro e não gostarem. Aí compramos um para cada e vamos esconder. A gente coloca as pegadas, fazemos toda a encenação, dizemos que o coelhinho vai deixar e tudo. É bem bacana”, finalizou.

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