CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

Pastelarias se expandem e movimentam renda na capital paraense

Mesmo com alta nos custos e concorrência crescente, setor segue aquecido e impulsiona pequenos empreendedores em Belém

Fabyo Cruz
fonte

O mercado de pastéis em Belém segue em expansão e mantém papel relevante na geração de renda para pequenos empreendedores, mesmo diante do aumento no custo dos alimentos e da concorrência no setor de alimentação. Presente em feiras, lanchonetes, mercados públicos e carrinhos de rua, o produto continua sendo uma opção acessível para consumidores e um negócio de alta demanda na capital paraense.

A abertura de novos empreendimentos e a diversificação de cardápios refletem o aquecimento do setor. Além dos sabores tradicionais, as pastelarias têm apostado em combinações regionais e em estratégias para atrair clientes, como porções mais recheadas e preços competitivos.

A empresária Gisela Cardoso é uma das que investiram recentemente no segmento. À frente de um negócio há seis anos, ela ampliou as atividades com a criação de uma pastelaria há cerca de cinco meses, a partir de uma oportunidade identificada com a reabertura do Mercado de São Brás. Ela diz que a decisão foi baseada em pesquisa e no consumo já consolidado do produto na cidade.

“Existe uma demanda bem forte. Hoje trabalhamos com mais de dez sabores e sempre buscamos inovar, porque o cliente quer novidade”, afirma. image No cardápio, além dos sabores tradicionais, há também opções regionais, como pastel de camarão com jambu e de pirarucu (Foto: Cristino Martins/O Liberal)

Entre as estratégias adotadas, está a oferta de pastéis mais recheados, inspirados em modelos populares em outras regiões do país, sem abrir mão de preços acessíveis. Para Gisela, a qualidade é o principal fator de diferenciação em um mercado competitivo.

“Tem muita concorrência, mas quando você trabalha com qualidade, sabor e preço justo, consegue se destacar. A concorrência também ajuda a validar o nosso trabalho”, avalia.

No cardápio, além dos sabores tradicionais como carne com queijo, frango e pizza, há também opções regionais, como pastel de camarão com jambu e de pirarucu, que dialogam com a culinária amazônica e ampliam o alcance do público.

image De acordo com a empresária, a estratégia tem sido buscar fornecedores e parcerias para evitar o repasse dos custos ao consumidor (Foto: Cristino Martins/O Liberal)

Apesar do cenário positivo nas vendas, o aumento no preço dos insumos impõe desafios à gestão dos negócios. De acordo com a empresária, a estratégia tem sido buscar fornecedores e parcerias para evitar o repasse dos custos ao consumidor.

“A gente tenta equilibrar, pesquisar bastante e manter boas parcerias para segurar os preços. Em muitos casos, isso significa reduzir a margem de lucro, mas sem abrir mão da qualidade”, explica.

No bairro do Marco, a empresária Kelly Lopes também encontrou no pastel uma forma de sustento. Atuando no ramo desde 2014, ela começou a vender salgados como complemento de renda e acabou consolidando o negócio ao longo dos anos.

“Eu era manicure e quis ganhar um pouco mais. Comecei vendendo coxinha e depois fui para o pastel, que já fazia parte da minha vida desde pequena, porque minha mãe vendia. Hoje eu vivo disso”, conta.

Para Kelly, além da renda, o trabalho representa realização pessoal. “É gratificante. Tudo que eu tenho hoje veio desse trabalho”, afirma. Ela destaca que o retorno financeiro do negócio existe, mas depende de um equilíbrio delicado entre custos e preços acessíveis ao público.

“O retorno ele dá, mas a gente não pode vender muito caro, porque está tudo mais caro e, se aumentar demais, afasta os clientes. Eu trabalho com preço popular e evito ficar reajustando o tempo todo”, explica.

Segundo a empresária, a competitividade do pastel também está no custo-benefício em comparação a outros produtos. “Hoje você encontra um hambúrguer por R$30. Aqui a gente vende um pastel grande por R$20, de carne ou frango. Eu vejo essa diferença e acredito que isso ajuda a vender”, afirma.

Entre os sabores mais procurados, ela destaca os tradicionais, como frango e calabresa com queijo, além das opções regionais, que também têm forte aceitação entre os clientes. “O camarão rosa com jambu e queijo vende muito. É o nosso pastel paraense”, diz.

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Economia
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM ECONOMIA

MAIS LIDAS EM ECONOMIA