Pará tem previsão de R$ 119 bilhões em investimentos estrangeiros nos próximos anos

Segundo a Fiepa, foram mapeados 65 projetos no Estado, sendo que alguns já estão em execução

Abílio Dantas

Os investimentos estrangeiros no Brasil cresceram 25% em 2019, em comparação com 2018, já que o país passou de US$ 60 bilhões para U$ 75 bilhões investidos, de acordo com relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Para a Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), o resultado é consequência das reformas realizadas pelo governo federal, como a da Previdência, que, segundo a entidade, “estão contribuindo para que o investidor volte a ter confiança no Brasil”.

“Isso é bom também para o estado do Pará, que tem um grande potencial de investimentos”, afirma o presidente da Fiepa, José Conrado Santos. De acordo com ele, o estudo técnico Pará Investimentos mapeou 65 projetos com a previsão total de investimentos da ordem de R$ 119 bilhões nos próximos anos. “Destes, há alguns a serem executados e outros já em plena implantação”, completa o presidente.

Entre os segmentos com maior potencial de receber atenção do mercado internacional, Conrado destaca os setores de infraestrutura e logística, que continuaram, segundo ele, “a chamar atenção pelo volume das previsões de investimentos”. “Os exemplos identificados no ano passado foram a Ferrovia Paraense, os Terminais Múltiplos, a drenagem do Canal do Quiriri e o Porto Brasil Norte, estes últimos, em Vila do Conde, em Barcarena”, afirma.

A mineração é também citada como um motor para a expansão dos investimentos, tendo como destaque a região de Carajás, “com atenção maior para a sinalização dos investimentos anunciados pela Vale e do protocolo de intenção para a operação de uma laminadora de aço, em Marabá, em projeto da Chinesa CCCC e apoio da mineradora”, informa o presidente da Fiepa.

“Essas previsões de investimentos fazem parte do movimento do nosso governo estadual em aproveitar melhor as condições geográficas diferenciadas do Estado e reforçar o movimento para que o Pará seja uma nova alternativa como corredor logístico, desafogando os portos da região sudeste do país e escoando com mais rapidez a produção da região Centro-Oeste do Brasil”, enfatiza José Conrado, ao analisar as ações realizadas no último ano pelo Governo do Pará.

O Brasil ficou em segundo lugar no quesito de investimentos no ano passado, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que recebeu US$ 251 bilhões no período; da China, com US$ 140 bilhões, de Cingapura, com US$ 110 bilhões. Os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil equivalem a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado.

O documento da Unctad afirma que parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu por causa do programa de privatizações, que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

Economia
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