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Pará é o estado mais vantajoso para abastecer com etanol

Especialistas recomendam combustível só se custar menos de 70% do preço da gasolina

O Liberal

A queda nos preços dos combustíveis fez do etanol mais competitivo que a gasolina no Pará, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Pará foi o estado com maior recuo de preços nesta semana, estimado em 12,44%, com um preço médio que caiu de R$4,02 para R$3,52. Segundo a ANP, o único outro estado onde o preço do etanol está valendo a pena é o Tocantins.

O abastecimento com etanol só vale a pena, segundo especialistas, quando o preço do combustível equivale, no máximo, a 70% da gasolina. Isso é porque a cana e o milho, matérias-primas do etanol, possuem menor poder calorífico, além de evaporarem com mais facilidade diante do calor. 

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No Tocantins, a paridade é de 67,02% no momento, enquanto no Pará foi de 64,47%, sendo assim o estado mais vantajoso para a prática em todo o Brasil. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol está com paridade de 86,67% ante a gasolina.

Em Belém, os preços da gasolina estão entre R$4,87 e R$5,19 neste mês de agosto. Mesmo assim, a maioria dos motoristas ouvidos pela reportagem na manhã desta quarta-feira (23) ainda não planejam mudar a fonte de energia dos carros que dirigem.

Patrick Rodrigues é pintor automotivo e conta que a queda nos preços dos combustíveis melhorou a situação do brasileiro e considera que a redução nos preços do etanol é positiva, mas que ele não costuma utilizá-lo.

O autônomo Alexandre Bida diz que o preço menor da gasolina tem contribuído para todos. "Creio que vai melhorar mais ainda. As altas impactam muito, inclusive na alimentação. O dinheiro que a gente ganhava ia todo para o combustível. Mas não achei o preço do etanol muito diferente. O preço baixou muito pouco", diz. O taxista José Resende concorda que a queda nos preços ainda está pequena. "Em relação às altas anteriores, não é suficiente. Que caia mais ainda para voltarmos àquele patamar de alguns anos atrás", diz. 

O advogado do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Pará, Pietro Gasparetto, conta que o etanol continua sendo pouco procurado em relação à gasolina, pois o rendimento é menor que o da gasolina.

Mas ele afirma que a procura está maior recentemente, menos por conta do conhecimento dos clientes sobre o cálculo de paridade, e mais por ele estar mais barato na comparação com a gasolina. Ele afirma que o etanol responde por entre 10% e 20% do faturamento dos postos de gasolinas do estado, a depender do estabelecimento. "Toda redução de preço é favorável aos postos, em qualquer combustível, pois eleva o consumo", avalia. 

Mesmo com as últimas reduções, os preços da gasolina e do diesel no Brasil continuam acima dos praticados no mercado internacional, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Em média, a gasolina está sendo comercializada no mercado interno com preços 9% mais altos do que no Golfo do México, que serve de referência de preço para os importadores, enquanto o preço do diesel está 8% superior. Pelo preço médio, a gasolina poderia ter uma nova queda de preços no mercado interno de R$0,27 por litro, e o diesel, de R$0,36 por litro.

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Economia
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