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Pará cresce 8,4% e puxa alta do varejo em março no Brasil

No recorte mensal, o varejo brasileiro cresceu 5,5% em março na comparação com fevereiro

Fabyo Cruz
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O Pará registrou crescimento de 8,4% nas vendas do comércio em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). O desempenho coloca o estado entre os destaques nacionais e acima da média brasileira, que avançou 6,4% no período, em um mês marcado por recuperação do consumo após retração anterior.

No recorte mensal, o varejo brasileiro cresceu 5,5% em março na comparação com fevereiro. Apesar do resultado positivo, o setor ainda enfrenta dificuldades para consolidar uma recuperação mais consistente ao longo do ano. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o avanço foi de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025.

De acordo com Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o desempenho de março reflete uma retomada pontual, mas não altera o cenário mais amplo.

“Março mostra uma retomada do consumo após o recuo registrado em fevereiro, mas o ambiente ainda é desafiador para o varejo. O mercado de trabalho segue forte e a renda continua crescendo, o que ajuda a sustentar as vendas, mas o alto nível de endividamento das famílias e o crédito mais caro ainda limitam uma recuperação mais consistente”, afirma.

Ele destaca ainda que, embora haja crescimento no acumulado do ano, o nível de atividade segue abaixo do observado no fim de 2025.

Combustíveis lideram desempenho

Todos os oito segmentos analisados apresentaram crescimento em março. O principal destaque foi combustíveis e lubrificantes, com alta de 13,7%, seguido por livros, jornais, revistas e papelaria (9,2%) e móveis e eletrodomésticos (5,2%).

Também avançaram material de construção (4,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,1%), tecidos, vestuário e calçados (3,3%), artigos farmacêuticos (2,1%) e hipermercados e supermercados (0,3%).

Na comparação anual, sete dos oito segmentos cresceram. Combustíveis novamente lideraram (10,6%), seguidos por material de construção (9,4%) e artigos farmacêuticos (8,9%). A única queda foi registrada em livros, jornais, revistas e papelaria, com retração de 2,2%.

Para Freitas, o comportamento dos setores reflete o atual contexto econômico. “Setores mais ligados à renda têm tido um desempenho melhor do que aqueles que dependem mais de crédito”, explica.

Ele diz que no início do corte de juros em março pode favorecer o consumo ao longo do ano, embora seus efeitos ainda não tenham sido plenamente sentidos. “Por enquanto, a tendência é de resultados mistos nos próximos meses”, afirma.

Crescimento é disseminado pelo país

No cenário nacional, todas as unidades da federação apresentaram crescimento na comparação anual. Além do Pará, estados como Sergipe (12,6%) e Pernambuco (9,3%) lideraram os avanços. Também se destacaram Rio de Janeiro (8,1%), Paraíba (7,1%) e Piauí (6,9%). Em contrapartida, Mato Grosso do Sul (0,1%), Alagoas (0,9%) e Santa Catarina (1,1%) registraram altas mais tímidas.

Para o economista da Stone, o avanço generalizado indica melhora no consumo, mas ainda sem força suficiente para consolidar uma recuperação robusta.

“O fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento indica um desempenho mais disseminado das vendas, com destaque para o Nordeste e também para o Sudeste. Ainda assim, o ritmo de expansão varia entre as regiões”, avalia.

Sobre o índice

O Índice do Varejo Stone acompanha mensalmente a movimentação do comércio no país com base em transações realizadas por cartões, vouchers e Pix dentro da base da empresa. O indicador considera pequenos, médios e grandes varejistas e oferece um retrato atualizado do setor, auxiliando análises econômicas e decisões de investimento.

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Economia
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