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Sem programas sociais, metade da população paraense estaria na linha da pobreza em 2020

Segundo o IBGE, cerca de 19% da população estaria em situação de extrema pobreza

O Liberal

Sem os programas sociais, cerca de 19% da população paraense estaria em situação de extrema pobreza durante o pico da pandemia do coronavírus, em 2020. Segundo os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento per capita da população poderia ficar em patamares mais baixos.

É a primeira vez que o instituto de pesquisa avalia o impacto dos programas sociais na incidência de pobreza e extrema pobreza no país. Foram utilizados os parâmetros do  Banco Mundial de US$1,90 para extrema pobreza e US$ 5,50 para a pobreza, em termos de Poder de Paridade de Compra a preços internacionais de 2011, dentre outras linhas de pobreza utilizadas para diferentes propósitos no país.

Os indicadores apontam que sem os programas sociais, em 2020, o Pará estaria no 5° lugar entre os estados do Norte com o maior índice de extrema pobreza, com cerca de 1,6 milhões de pessoas e 4,3 milhões na linha de pobreza, o que equivale a metade da população do Estado. 

No panorama nacional o Pará estaria em 14° no ranking dos estados com o maior índice de extrema pobreza, sendo Maranhão (29%), Alagoas (27%), Paraíba (26,7%) ocupantes dos primeiros lugares, respectivamente. Por outro lado, os estados com menores percentuais foram (1,9%) e Rio Grande do Sul (2,4%), com Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (ambos com 2,6%).

“Quando falamos de pobreza, nesse estudo, estamos nos referindo à pobreza monetária, ou seja, por insuficiência de renda, sem considerar outras dimensões, como acesso à educação, saúde e moradia adequada”, ressalta Bárbara Cobo, analista do IBGE.

A estudante universitária Jennyfer Campos afirma que o auxílio emergencial, por exemplo, ajudou a família a se manter durante o período mais crítico da pandemia, no ano passado. 

“Ajudou bastante. Quando tudo fechou, de repente, a minha família pegou um susto porque a maioria trabalha como autônoma e os filhos estudam, assim como eu, então foi um impacto muito grande na nossa renda durante o lockdown. O auxílio ajudou a gente a comprar o básico e a fechar as contas do fim do mês. Ajudou até quando as nossas lojas reabriram mas não tinha movimento o suficiente.”

Para a analista do IBGE, isso mostra que, “de fato, os benefícios emergenciais serviram de colchão de amortecimento para os impactos mais severos da crise sobre a população mais vulnerável, incorporando os beneficiários do Bolsa-Família e ampliando o público-alvo elegível ao recebimento. O valor inicial do Auxílio Emergencial de R$600, por exemplo, foi três vezes superior ao valor médio do benefício do Bolsa-Família praticado logo antes da pandemia e, por isso, o impacto no rendimento domiciliar foi muito maior.”

Economia
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