LibTalks discute gamificação para hábitos sustentáveis na educação
Rodada especial sobre alternativas sustentáveis reúne profissionais do campo da educação, tecnologia, robótica e eficiência energética
O Lib Talks, desta sexta-feira (11), aborda a “Educação e sustentabilidade na prática: o papel da gamificação na formação de novos hábitos”, na segunda edição da rodada especial sobre o uso eficiente da energia e a adoção de alternativas sustentáveis. O evento tem a parceria da Equatorial Energia, e acontece no Auditório Romulo Maiorana, na sede Grupo Liberal, com transmissão online, ao vivo, no portal OLiberal.com, nas redes sociais e no YouTube.
O painel é mediado pela jornalista do Grupo Liberal, Gabi Gutierrez, e tem como convidados profissionais do campo da educação, com formações distintas, mas com atuação profissional entre as áreas da tecnologia, robótica e eficiência energética, a exemplo de Nádia Souza, Silvia Nascimento, Keila Cattete e Pricila Hinvaitt.
Nádia Souza, por exemplo, é professora, pedagoga, socióloga e teóloga, e destacou que a expressão da vez é “acreditar no poder da educação”. "A gente acredita que vamos ter um grande resultado na educação, quando trazemos para sala de aula práticas de sustentabilidade”, disse ela, que é a tual gestora da escola municipal de ensino fundamental Antônio Teixeira Gueiros, em Ananindeua.
Nádia comentou que o colégio participa do projeto Equatorial Game, que usa a mecânica de jogos (missões, ranking e desafios digitais) para ensinar os alunos sobre o consumo consciente de energia e preservação ambiental. “A escola já trabalhava com a questão da sustentabilidade no meio ambiente, temos disciplinas que abordam as práticas sustentáveis, mas o projeto Equatorial Game com a gamificação estimula o aluno que passa a desenvolver (atividades) não como obrigação, mas como uma missão de boas práticas na escola e até dentro da casa dele”, disse Nádia.
Incentivo ao protagonismo estudantil desde cedo
Empreendedora há 20 anos e há nove anos à frente da Happy – Escola de Tecnologia e Desenvolvimento de Habilidades, Silvia Nascimento destacou os desafios de se trabalhar as tecnologias na pluralidade cultural das escolas brasileiras, com realidades diferentes, no entanto, ela também defende que a tecnologia precisa ser trabalhada para dar protagonismo aos jovens.
“A tecnologia veio para ficar e as nossas crianças precisam cada vez mais deixar de ser meros consumidores. Acredito que temos de mostrar para os nossos jovens que eles são capazes e quando a gente trabalha a gamificação dentro dessa cultura (de protagonismo dos jovens), a gente fala de uma mudança de cultura e os nossos alunos precisam, desde cedo, se sentirem pertencentes, o mundo é deles”.
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