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Inflação atinge frutas natalinas; ameixas estão quase 60% mais caras

Estudo do Dieese aponta aumento nas principais frutas da ceia, como uvas e maçãs

O Liberal

As frutas natalinas vão pesar no bolso do consumidor que vai preparar a ceia em casa no dia 24 de dezembro: na Grande Belém, o quilo da ameixa seca disparou 59,37%, seguido pelo aumento das amêndoas (40,45%) e da maçã verde (32,55%).

Já as nozes com casca tiveram um reajuste de 11,24% e as passas escuras de 2,42%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e se referem aos últimos 12 meses.

Seis produtos tradicionais da época foram analisados pelo estudo do Dieese e registraram, juntos, uma alta de 23% no ano. A ameixa seca sem caroço tem o quilo comercializado por em média R$ 56,02.

As amêndoas com casca possuem um preço médio de R$ 23,16, segundo a entidade, enquanto o quilo das nozes com casca custa R$46,53. A maçã verde importada está custando em média R$ 16,82 nos supermercados da capital paraense.

"Outros produtos de época importados também já estão à disposição dos consumidores com preços bastante elevados, como é o caso da castanha portuguesa, damasco seco turco, figo, tâmara e as uvas importadas. As causas são várias, mas passam principalmente pelos impactos diretos da flutuação do dólar americano, atualmente girando em torno de R$ 5,60", aponta o estudo que foi publicado no último dia 4 de dezembro.

Ana Paula Ferreira foi às compras nesta segunda-feira (13)  em supermercado no bairro do Souza, na capital paraense, e levou apenas dois pacotes de uvas passas e deixou as ameixas para outro dia.

"Realmente percebi um aumento tanto nas passas quanto na ameixa. Um aumento leve. Leve assim, usando uma palavra simpática, mas aumento muito. Estamos comprando para o Natal e em virtude da pandemia a ceia vai ser pequena, sem reunir toda a família, então vamos poder comprar menos. As frutas são indispensáveis, estávamos vendo os preços das uvas e ameixas, para ver o que dá para comprar. Estamos pesquisando, comparando, mas o aumento foi considerável em tudo", aponta a professora. 

Para a bancária Lúcia Menezes, o importante é não deixar as frutas faltarem na hora da ceia. Ela conta que irá receber alguns familiares em casa na véspera de Natal e acredita que as frutas fazem parte do rito natalino.

"É algo que constrói aquele ambiente de Natal, ajuda a deixar no clima. Realmente estão caras. A ameixa então, nem se fala. Mas penso que é só uma vez no ano, não costumo consumir essas frutas nos outros meses", conta. 

Na feira da Pedreira, o vendedor de frutas Mauri Ferreira conta que está difícil não repassar os preços das frutas importadas para os clientes. Ele conta que uma caixa com nove quilos de ameixa seca custava no ano passado R$135, mas em 2021 o preço saltou para R$450.

Ferreira conta que comprará o produto em pequenas quantidades, só para não deixar de atender o cliente. "A uva está estabilizada até. Mas a pêra e a maçã subiram estupidamente. A maçã verde também. Os preços estão absurdos. Acho que o preço ainda vai aumentar mais e muita gente não vai conseguir comprar. Vão comprar uma quantidade mínima só para dizer que tem na mesa", lamenta ele. 

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Economia
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