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IBGE inicia pesquisa do Censo Demográfico 2022 no Pará

Cerca de 6 mil recenseadores devem visitar mais de 2 milhões de casas em todo o estado

Fabrício Queiroz

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta segunda-feira, 01, as visitas aos domicílios para coleta de dados para o Censo Demográfico 2022. Nesta edição da pesquisa, cerca de 6 mil recenseadores devem visitar mais de 2 milhões de casas em todo o estado do Pará.

Em todo o país, a pesquisa será realizada em todos os 5.570 municípios, com visitas a mais de 75 milhões de domicílios e a expectativa de que sejam contadas cerca de 215 milhões de pessoas. Entre as novidades do censo está a primeira contagem de populações quilombolas brasileiras. Em uma fase preparatória, o IBGE já levantou junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e órgãos estaduais a existência de 5.972 territórios quilombolas no país. A inclusão dessas comunidades complementa o estudo já existente com outros grupos étnicos. No Censo 2010, por exemplo, foi realizada pela primeira coleta de dados dos povos indígenas.

Outra novidade é que será feito um levantamento do quantitativo de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Um dos itens do questionário inclui a pergunta: “Já foi diagnosticado (a) com autismo por algum profissional de saúde?”, com opções para a resposta sim ou não.

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Em coletiva à imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, Rony Cordeiro, superintendente do IBGE no Pará, frisou que, apesar do adiamento da pesquisa em função da pandemia e do contingenciamento de recursos para a área nos últimos anos, a instituição está preparada para promover uma coleta de dados qualificada. “A importância desse censo é justamente munir os 5.570 municípios com informações estatísticas porque é a única pesquisa domiciliar que abrange todo o Brasil. E também prover com informações as esferas municipais, estaduais e federais para que eles possam executar e gastar com sabedoria os recursos públicos com políticas públicas voltadas para essa população mais carente que mais precisa; e que a gente possa desenvolver informações para os próximos 10 anos, São informações para o futuro do país”, destacou.

O trabalho de campo das equipes de recenseadores iniciou ainda durante a manhã na capital, que concentra a maior parte dos domicílios do estado. São cerca de 400 mil domicílios a serem visitados só em Belém e 850 mil unidades habitacionais em toda a região metropolitana.

Também é nessa área que estão a maioria dos trabalhadores temporários contratados pelo IBGE. Em todo o estado, são sete mil servidores temporários, sendo seis mil recenseadores. Na região metropolitana de Belém são 1.212 servidores temporários contratados, sendo 1.088 no cargo de recenseadores.

Entre eles estão jovens como Kaylane Nascimento, 19 anos, que terá a primeira experiência profissional atuando no Censo 2022. “O treinamento foi intenso. Foram cinco dias, das 8h às 17h, mas eu me sinto preparada. Eu acho que vai ser muito importante porque através do censo a gente vai saber os dados do que a nossa cidade, o nosso estado e o Brasil todo está precisando”, contou a recenseadora.

Já Heider Pinheiro de Souza, 33 anos, considera que o trabalho em campo vai ser desafiador, mas ao mesmo tempo é essencial. Para ele, “saber em que condições a população brasileira está vivendo, seja a população mais rica, seja a população mais pobre, seja a classe média; saber o nível de escolaridade e onde que é necessário mais escolas ou mais creches; também a questão da saúde pública, onde precisa de mais investimentos” vai possibilitar ao Estado estruturar melhor suas ações.

Investimentos em tecnologia garantem segurança à coleta

O Censo Demográfico 2022 conta com auxílio da tecnologia no seu desenvolvimento. Os servidores utilizam dispositivos móveis de coleta (DMC’s), além de tablets, com sinal de 3G e 4G, que permitem a transmissão das informações coletadas pela internet em tempo real para o IBGE.

A coleta do Censo 2022 conta com uma série de recursos tecnológicos em sua aplicação. Uma delas é o georeferenciamento dos domicílios visitados (Igor Mota / O Liberal)

Além das visitas domiciliares, o IBGE conta com ferramentas de coleta de informações pelo telefone e por meio de envio do questionário pela internet. “Se a pessoa preferir fazer a entrevista pela internet ela vai fornecer um e-mail, o recenseador vai registrar no DMC para posteriormente que essa pessoa receba um ticket com login e senha para acessar a página e preencher as informações. Se for coleta por telefone, ele vai informar um telefone e o recenseador vai agendar o melhor horário para preencher o questionário”, esclarece Rony Cordeiro.

De acordo com a instituição, o questionário básico que será aplicado em 100% dos domicílios visitados, tem 26 questões e o seu preenchimento dura, em média, de 5 a 7 minutos. Nele constam perguntas sobre o número de moradores, as características do domicílio, registro civil, grau de instrução, rendimento, entre outras. Já 10% do total de domicílios responderão a entrevista ampliada, que tem 77 questões e é preenchido de 25 a 30 minutos.

O superintendente do IBGE no Pará destaca que todos esses recursos demonstram a importância da pesquisa para o Brasil. “A gente vai fazer o possível para que a gente possa estar em contato o morador. A gente tem todas as ferramentas disponíveis: a entrevista presencial, a coleta das informações pela internet e também a coleta de informações pelo telefone. É um trabalho exaustivo para a gente poder fazer a melhor cobertura possível nesse censo”, ressalta Rony Cordeiro. A coleta de dados do Censo 2022 segue até 31 de outubro deste ano.

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