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IA avança na construção civil e exige qualificação profissional, diz presidente do FNNIC

Marcos Holanda destaca ganhos de produtividade, redução de custos e a necessidade de adaptação dos trabalhadores às novas tecnologias

Jéssica Nascimento
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O uso da Inteligência Artificial (IA) na construção civil já é uma realidade em expansão e tende a transformar a forma como o setor opera no Brasil. A avaliação é de Marcos Holanda, presidente do Fórum Norte-Nordeste da Indústria da Construção Civil (FNNIC), que, em entrevista ao Grupo Liberal, defendeu a adoção da tecnologia como caminho para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das obras.

Segundo ele, ferramentas digitais vêm sendo incorporadas principalmente como instrumentos de consulta e planejamento, mas seu impacto deve crescer nos próximos anos, exigindo maior qualificação da mão de obra.

image Marcos Holanda durante entrevista ao Grupo Liberal. (Foto: Flávio Contente)

Tecnologia como aliada da produtividade

Para Holanda, a tecnologia desempenha papel central na evolução do setor. “Eu sou muito a favor da tecnologia. A tecnologia é extremamente interessante”, afirmou. Ele ressalta que os profissionais da construção civil precisam estar preparados para essa transformação

“As pessoas que trabalham no setor precisam cada dia mais serem treinadas para poder ter capacidade de produzir mais com gasto de menos energia”, disse.

Atualmente, a IA é utilizada principalmente como ferramenta de apoio. “Na construção civil, a IA hoje é um instrumento de consulta. É extremamente importante”, explicou. Ele citou como exemplo o uso da tecnologia para análise de dados sobre centros urbanos e planejamento de revitalizações.

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Holanda também destacou a democratização do acesso à informação proporcionada pela tecnologia

“Há 40 anos, se eu quisesse uma informação, eu ia gastar e ia pagar caro. Hoje, se você souber fazer a pesquisa, isso vem na sua mão de graça”, comparou.

Apesar dos benefícios, ele reconhece que há desafios. “Existe o lado negativo e o lado positivo. A gente tem que fazer o positivo. As pessoas precisam ser preparadas para isso”, ponderou.

O presidente do FNNIC acredita que a qualificação pode impactar diretamente a renda dos trabalhadores.

“Hoje um salário pode ser de R$ 3 mil ou R$ 4 mil, amanhã pode passar a ser R$ 10 mil, se ele tiver a capacidade de instrumentalizar as obras”, afirmou.

Além disso, ele destacou o avanço na velocidade das construções. “Você faz uma casa hoje em dois, três dias com muita velocidade. Antigamente, não se fazia”, disse.

Para Holanda, a adaptação é inevitável. “É isso que a gente tem que estar preocupado: em fazer parte desse sistema evolutivo. A IA é uma dessas coisas”, concluiu.










 

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