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Custos desiguais desafiam construção civil no Norte, diz presidente do FNNIC

Para Marcos Holanda, uso padronizado de preços ignora realidades regionais e dificulta avanço habitacional

Jéssica Nascimento
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A indústria da construção civil na região Norte enfrenta entraves estruturais relacionados, principalmente, à inadequação dos custos de referência nacionais às realidades locais. A avaliação é de Marcos Holanda, presidente do Fórum Norte-Nordeste da Indústria da Construção Civil (FNNIC), em entrevista ao Grupo Liberal.

Segundo ele, a padronização de índices como o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil compromete a viabilidade de projetos em estados como o Pará, ao desconsiderar diferenças logísticas e econômicas entre regiões.

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“Brasil são vários Brasis”, diz presidente

Holanda destaca que um dos principais problemas está na aplicação uniforme dos custos do SINAPI em contextos completamente distintos. “Você não pode empregar um preço do Sinapi no Pará como se fosse em Pernambuco, no Marajó como se fosse em Maceió”, afirmou.

Para ele, já há um movimento institucional para rever essa lógica. “Já há um entendimento, e a gente está construindo essa discussão”, disse, citando reuniões com a Caixa Econômica Federal como parte desse processo.

O presidente do FNNIC reforça que políticas públicas precisam considerar as especificidades regionais.

“É importante que a gente perceba que o Brasil são vários Brasis. Para que esses vários Brasis sejam contemplados, é preciso analisar cada local”, declarou.

Holanda também apontou avanços recentes na política habitacional conduzida pelo Ministério das Cidades. Ele ressaltou que mudanças nos últimos anos ampliaram o acesso à moradia para famílias de baixa renda. “Foi um trabalho extraordinário, principalmente voltado aos que mais precisam”, disse.

image Marcos Holanda durante entrevista ao Grupo Liberal. (Foto: Flávio Contente)

De acordo com ele, a combinação de subsídios federais, emendas parlamentares e contribuições de estados e municípios tem facilitado o financiamento habitacional.

“Quando você soma esses valores, que podem chegar a R$ 110 mil, o mutuário não precisa dar entrada. Ele paga uma prestação que já pagaria no aluguel”, explicou.

Holanda concluiu que as mudanças recentes criaram condições mais favoráveis para o setor. “Isso criou uma riqueza extraordinária e essa facilidade”, afirmou, atribuindo os resultados à atuação conjunta do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal.

 

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