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Famílias do Norte apresentam menor intenção de consumo dentre as regiões

Renda atual e acesso ao crédito foram os destaques da pesquisa do CNC. Sul apresentou maior confiança, seguido pelo Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste

Sérgio Chêne

Recente estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sobre a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), referente ao mês de fevereiro de 2022, aponta uma tendência positiva em todas as regiões brasileiras, à exceção do Norte, que apresentou queda de 1,2%. As famílias dos sete Estados nortistas apresentaram menor índice em relação ao restante do País, 58,3%. A variação anual do Norte demonstra um recuo de -10,9%, indicam os dados do ICF produzidos pelo CNC.

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Neste mês, a ICF atingiu 77,6 pontos, sendo o segundo aumento mensal consecutivo (de 0,4%), enquanto que em fevereiro de 2021 o índice nacional foi de 74,2 pontos, um incremento de 4,6%. Os principais destaques foram a Renda Atual e o Acesso ao Crédito com o maior percentual, de 27,1%, em referência a junho de 2020. No índice referente ao Acesso ao Crédito, o crescimento foi de 0,7%, o primeiro após quatro meses de queda.

Pelo critério regional, o Sul foi o que registrou maior oscilação positiva, de 1,9%. As famílias daquela região foram as mais confiantes, com 87,7 pontos, mesmo estando em nível insatisfatório. A maioria das regiões registrou alta na comparação anual e o Sul a mais positiva, de 12,1%. Após o Sul e pelo índice regional, o Sudeste aparece com 79,2%, seguido pelo Nordeste, com 79,2%, e Centro-Oeste, com 71,8%. Considerando o momento atual e as condições de consumo, o Consumo Atual apresentou o maior crescimento do mês (+3,9%), além do maior percentual desde abril de 2020 das famílias que perceberam um aumento no seu consumo (16,0%). Deixou para trás índices como Perspectiva de Consumo (+0,1), Momento para Duráveis (-7.7%) e Perspectiva Profissional (+0,9%).

Por faixa de renda, a pesquisa do CNC mostra que as famílias com ganhos acima de 10 salários mínimos revelaram nível de insatisfação de 94,5 pontos, com queda mensal de -0,6% e alta anual de +10,5%. Para as famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos, o indicador atingiu 74,0 pontos e representou insatisfação também desta parcela dos consumidores, já que o índice permaneceu abaixo dos 100 pontos. No mês houve crescimento de +0,7%, enquanto na comparação anual a taxa foi de +2,9%.

A pesquisa nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador antecedente que tem como objetivo antecipar o potencial das vendas do comércio. O indicador tem capacidade de medir, com alta precisão, a avaliação que os consumidores fazem dos aspectos importantes da condição de vida de suas famílias, tais como capacidade de consumo atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, condições de crédito, segurança no emprego atual e suas perspectivas.

A Intenção de Consumo das Famílias continuou a apresentar avanço em fevereiro, pelo segundo mês consecutivo, ao considerar a série com ajuste sazonal. O indicador permaneceu superando seus resultados anteriores, tendo o maior nível desde maio de 2020 e sendo melhor do que em fevereiro do ano passado. Contudo, esse aumento foi em proporção menor do que em janeiro, demonstrando que as incertezas para este ano estão tornando as famílias mais cautelosas ao consumir.

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