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Evento em Belém reúne setor produtivo para debater energia e desenvolvimento econômico da Amazônia

Até esta quarta-feira (1º), Amazon Energy debate petróleo, transição energética e novas oportunidades para o Pará

Gabriel Pires
fonte

A exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, a transição energética, os biocombustíveis e o fortalecimento de novas cadeias produtivas estiveram entre os principais temas debatidos no primeiro dia do "Amazon Energy 2026", realizado nesta terça-feira (30), em Belém. O evento, que segue até esta quarta-feira (1º), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), reúne especialistas, empresários, autoridades públicas e representantes da indústria para discutir estratégias ligadas ao potencial energético da Amazônia - e atrelado, também, ao desenvolvimento econômico sustentável.

Segundo o presidente da Fiepa, Alex Carvalho, os debates estão voltados ao fortalecimento de novas cadeias produtivas e à necessidade de conciliar crescimento econômico, responsabilidade socioambiental e uma transição energética justa. Para ele, o evento representa uma oportunidade para que os paraenses conheçam melhor o potencial do estado na geração de energia.

"Tudo isso, conversando desde as potencialidades que nós já conhecemos, que são as fontes hídricas, os biocombustíveis, que passam a tomar a dianteira e a ser uma realidade, mas, fundamentalmente, tendo como grande eixo central das discussões aquilo que a Margem Equatorial, com a exploração de petróleo e gás no litoral paraense, na costa litorânea paraense, pode nos oferecer”, comenta.

Energia limpa

Segundo Alex Carvalho, o Pará já se destaca pela geração de energia limpa e, com o potencial da Margem Equatorial, pode impulsionar uma nova agenda de desenvolvimento econômico. Ele afirmou que a exploração da região tem potencial para fortalecer novas cadeias produtivas, tendo a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás como uma grande força motriz para estimular investimentos e ampliar as oportunidades no estado.

Carvalho ressalta que essa exploração, se conduzida com responsabilidade socioambiental, pode atuar como um motor para fortalecer novas cadeias produtivas, gerar empregos e qualificar a mão de obra local.  "Precisamos e queremos que essa agenda de óleo e gás seja impulsionada e que a gente possa, o mais rápido possível, saber se há petróleo na costa paraense e como fazer para que isso se torne realidade o mais rapidamente possível. Não apenas por um desejo do Estado, não apenas por uma necessidade do Estado, mas por uma necessidade do Brasil", comenta.

“Neste primeiro dia, enxergamos e debatemos os cenários, as potencialidades e aquilo que está diante das nossas competências para podermos absorver. Enquanto Sistema Fiepa, queremos colocar à disposição da indústria todas as nossas ferramentas e soluções, que vão desde a qualificação de mão de obra até a geração de interação entre comércios e empreendedores locais para o atendimento das demandas de grandes projetos, além de todas as fontes de energia que podem e já estão impulsionando o desenvolvimento”, frisa.

Já o segundo dia de evento deve ser de entendimentos e resoluções, como adianta Carvalho. "Neste segundo dia, assinaremos uma carta-compromisso em que o setor produtivo se coloca como um agente indutor não só da Margem Equatorial, mas também da otimização das fontes de energia de que o Pará dispõe, e de fazer tudo isso com muita responsabilidade socioambiental. O Brasil, a partir de 2032, deixa de ser autossuficiente na produção de petróleo, então nós entendemos não ser nada estratégico postergar isso [a exploração do petróleo]", ressalta o presidente da Fiepa.

Programação

A programação inclui um congresso técnico com 18 painéis sobre temas estratégicos do setor, uma exposição de empresas da área de energia e a Arena SESI/SENAI, voltada à saúde e segurança no trabalho. Os debates abordarão soluções, tecnologias, produtos e serviços voltados à cadeia energética.

Energia renovável

Para além do petróleo, as energias renováveis também são temas de discussão no evento, que busca enfatizar as oportunidades de mercado. Segundo o presidente do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Daniel Pansarella, a fonte já representa mais de 40% da capacidade instalada da matriz elétrica nacional e ainda tem grande potencial de expansão no Pará e na Amazônia.

“Tivemos, em 2012, a resolução 482 [da Agência Nacional de Energia], que, vamos dizer, rompeu barreiras ao abrir espaço para a energia solar nas residências, permitindo que a sociedade tivesse acesso a essa tecnologia em suas próprias casas e também nas indústrias.Logo depois, tivemos o leilão de capacidade do governo, no qual a energia solar também passou a integrar o setor elétrico brasileiro e o conjunto das fontes renováveis”. 

Também participante do evento, Daniel integrará um painel sobre fontes limpas nesta quarta-feira (1º).” Hoje, a energia solar já é a segunda fonte mais importante da matriz energética brasileira. Vamos compartilhar informações e debater a energia solar no Brasil ao longo dos últimos 12 anos”, reforça Pansarella.

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