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Endividamento cresce no Pará no primeiro trimestre do ano, mas cai o atraso das contas; entenda

Estudo divulgado pela Fecomércio mostra que, este ano, o cenário é mais positivo, com queda de 16,2% no atraso para pagamento de contas em relação ao mesmo período em 2025

Gabi Gutierrez
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Mais famílias paraenses estão fazendo dívidas em 2026, mas, ao mesmo tempo, menos pessoas estão deixando de pagar suas contas. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio-PA, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Em março, 73,4% das famílias do Pará tinham algum tipo de dívida — como cartão de crédito, carnês ou financiamentos. Esse número aumentou 3 pontos percentuais em relação a janeiro, quando era de 70,4%. Na prática, isso significa que mais pessoas passaram a comprar a prazo ou recorrer a crédito nos primeiros meses do ano.

Apesar disso, o número de famílias com contas atrasadas — ou seja, que não conseguiram pagar na data certa — ficou praticamente estável, em 16,2%. Já a parcela de pessoas que dizem não ter condições de pagar suas dívidas caiu levemente, para 4,5%.

O cartão de crédito aparece como o principal tipo de dívida no Pará, presente em 88,1% dos casos. Em seguida vêm os carnês de lojas (25,7%) e o crédito consignado (11,5%).

Situação melhora em relação ao ano passado

Quando a comparação é feita com março de 2025, o cenário é mais positivo. Naquele período, 28,6% das famílias estavam com contas atrasadas. Agora, esse número caiu para 16,2% — uma redução de mais de 12 pontos percentuais.

O mesmo aconteceu com quem não consegue pagar as dívidas: o índice caiu de 12,2% para 4,5%, uma queda de mais de 60%. Ou seja, mesmo com mais gente endividada, menos pessoas estão em situação crítica.

Famílias estão mais organizadas, mas comprometem mais renda

Outro dado importante mostra quanto da renda mensal está sendo usada para pagar dívidas. Em média, os paraenses comprometem 31,3% do que ganham com esse tipo de gasto — um aumento em relação ao ano passado.

Por outro lado, o tempo de atraso nas contas diminuiu. Em média, quem está inadimplente leva 59 dias para regularizar a situação, seis dias a menos do que em 2025. Além disso, o tempo total em que as famílias permanecem endividadas também caiu, passando de 7,3 meses para 6,1 meses.

Na prática, isso indica que, embora mais pessoas estejam recorrendo ao crédito, elas estão conseguindo pagar suas dívidas mais rápido.

Renda mais baixa sente mais impacto

A pesquisa também mostra que o endividamento pesa mais para quem ganha menos. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, 75,9% têm dívidas. Já entre as de renda mais alta, o percentual é menor: 50%.

Essas famílias também enfrentam mais dificuldade para manter as contas em dia. Entre os mais pobres, 16,3% estão com pagamentos atrasados, contra 14% entre os mais ricos.

 

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