Em Belém, pandemia não afastou consumidores durante a Black Friday

Filas e intensas movimentações foram registradas nos shoppings e ruas do centro comercial

Laís Santana

O cenário imposto pela pandemia não afastou os consumidores do centro comercial de Belém durante a Black Friday, importante evento do setor varejista realizado na sexta-feira (27). Nas ruas do entorno, o intenso movimento de veículos causou lentidão no trânsito. Já a movimentação de pedestres lotou as calçadas e entradas de estabelecimentos, levando a aglomeração e descumprimento das medidas de segurança contra a Covid-19. Nos shoppings, a procura por descontos também aumentou o fluxo de clientes. Foi possível registrar filas para entrada em algumas lojas, mas todas respeitando o distanciamento social e sem aglomerações.

Para evitar maior concentração de compradores, a maioria das grandes lojas de varejo no comércio da cidade adotaram medidas, como a instalação de grades de contenção, demarcação do distanciamento social adequado entre os clientes e limitação do número de pessoas no interior dos estabelecimentos. Apesar das estratégias utilizadas, e mesmo com a tentativa dos funcionários em manter os clientes afastados uns dos outros, foi possível ver que as orientações eram ignoradas pelos consumidores que se aglomeravam em longas filas. 

A dona de casa Neiva Dutra aguardou cerca de 30 minutos até conseguir entrar em uma loja de eletrodomésticos e encontrar a máquina de lavar que planejava comprar. Buscando por um preço mais acessível, Neiva conta que se preparou durante os últimos meses para poder adquirir a lavadora. “Durante a pandemia, a máquina lá de casa começou a dar problema, foi então que passei a pesquisar preços para comprar uma nova. Eu imaginava que os descontos seriam maiores, mas já dá pra levar economizando pelo menos um pouco”.

Muitos estabelecimentos comerciais estenderam as promoções por toda semana, com diferentes produtos em oferta diariamente. Outra estratégia aplicada pelos lojistas foi a abertura de canais de venda via aplicativo de mensagens, para que os clientes pudessem entrar em contato com um vendedor sem sair de casa.

Nas lojas, os descontos encontrados iam de 20 a 80% para smartphones, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis, vestuário, dentre outros. Para Railton Sampaio, gerente de uma rede de varejo recém chegada na capital paraense, a Black Friday também foi marco importante para empresa. “Pra gente está sendo muito positivo, porque estamos conseguindo manter o nosso perfil de vendas, trazendo o consumidor de maneira diluída e com segurança, e o mais importante é que a receptividade que estamos tendo está sendo muito positiva”, destacou. 

Segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), a previsão de vendas no estado do Pará é de R$ 81,4 milhões, sendo 70% desse valor só em Belém. Quanto ao local de compra mais procurado pelos consumidores, o Sindilojas aponta que 60% das compras sejam feitas em lojas físicas e 40% em lojas virtuais. “Até agora, esta será a data promocional que mais vai movimentar recursos no setor varejista durante 2020”, ressaltou Jorge Colares, presidente da associação.

INTERNET

O isolamento social provocado pela pandemia e a migração dos consumidores para o ambiente virtual elevaram as vendas na internet. De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a Black Friday deve atingir R$ 6,9 milhões em vendas online. Ainda segundo a entidade, o faturamento representa crescimento de 77% nas vendas do comércio eletrônico em relação a 2019.

A psicóloga Ana Martins aderiu à modalidade de compras e aproveitou para garantir uma televisão para sua casa nova. Logo cedo, acessou os sites de lojas online, conferiu se a promoção escolhida era a melhor e efetuou a compra. Um dos fatores que a levou a considerar a compra pela internet foi a preocupação com a saúde. “Preferi comprar pela internet para evitar ter que sair de casa além do necessário, como para trabalhar. Por mais que eu me proteja e busque tomar todos os cuidados, temos visto aglomerações e um certo descuido com relação ao uso da máscara”, pontuou.

Consumidora assídua em lojas virtuais, Ana diz sempre avaliar preços e facilidade de pagamento, além de tomar cuidado para não cair em possíveis golpes. “Além do preço e desconto, sempre utilizo como critério para compra a facilidade para comparar um produto com outro de forma online, vendo as informações técnicas, e a possibilidade de realizar o pagamento em maior número de parcelas sem juros para produtos de maior custo. Na maioria das vezes, o preço de produtos da loja online está muito mais baixo e com maiores descontos do que aqueles aplicados em lojas físicas. Procuro tomar cuidado de comprar em sites oficiais das lojas, observando sempre as avaliações e reclamações, e evito links que são enviados por email ou nas redes sociais”, concluiu.

Economia
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