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Confiança do comércio cai 6,2 pontos em novembro ante outubro, diz FGV

Com o tombo, o Icom ficou no menor nível desde abril passado, quando atingiu 84,1 pontos, no auge da segunda onda de covid-19, que atingiu o País no início do ano

Agência Estado

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 6,2 pontos na passagem de outubro para novembro, para 88,0 pontos, informou nesta segunda-feira, 29, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o tombo, o Icom ficou no menor nível desde abril passado, quando atingiu 84,1 pontos, no auge da segunda onda de covid-19, que atingiu o País no início do ano. Em médias móveis trimestrais, o Icom caiu 4,3 pontos, a terceira queda seguida.

Para a FGV, a queda reforça um quadro de desaceleração de vendas no último trimestre do ano. "O resultado negativo teve influência tanto da piora na percepção do ritmo de vendas quanto das expectativas sobre os próximos meses, distanciando o ICOM do nível neutro de 100 pontos. O cenário para os próximos meses não é muito animador, dado que a confiança dos consumidores ainda se encontra muito baixa, a inflação segue em alta, os juros subindo e o mercado de trabalho ainda reagindo gradualmente", diz a nota divulgada pela FGV.

Em novembro, a queda do Icom foi registrada entre cinco dos seis principais segmentos do comércio acompanhados pela Sondagem do Comércio. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 7,0 pontos, para 88,3 pontos, também no menor nível desde abril passado. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 5,1 pontos, para 88,2 pontos.

Na nota, a FGV chamou a atenção para a convergência, em baixa, do ISA-COM com o IE-COM. Isso porque, desde o início da crise causa pela pandemia, os dois componentes do ICOM vinham apresentando comportamento divergente. Enquanto o ISA-COM apresentou recuperações mais expressivas no final de 2020 e ao longo de 2021, o IE-COM se mostrou mais resistente nesse período

"Nos últimos meses, chama a atenção a aproximação dos dois índices, mas também a maneira com que isso acontece, com queda em ambos os índices. Esse resultado sugere que a desaceleração do setor tem sido percebida no ritmo de vendas, mas há também uma cautela com o início de 2022", diz a nota da FGV.

A Sondagem do Comércio de novembro coletou informações de 804 empresas entre os dias 1º e 24 do mês. 

 

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