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Confederação Nacional da Indústria (CNI) aciona STF contra fim da escala 6x1

Confederação Nacional da Indústria aponta custo extra de R$ 88 bilhões para o setor e busca tratamento diferenciado para pequenos negócios

Estadão Conteúdo

4 de novembro de 2026 às 19:08

Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, entre as áreas e profissões que mais demandarão qualificação estão: logística e transporte, construção, operação industrial, manutenção e reparação e metalmecânica

Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, entre as áreas e profissões que mais demandarão qualificação estão: logística e transporte, construção, operação industrial, manutenção e reparação e metalmecânica ( Foto: Foto: © CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados )

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A entidade pede que a emenda constitucional seja suspensa para as microempresas e empresas de pequeno porte até que o Legislativo edite uma lei complementar sobre o tema.

"A Constituição impõe ao legislador o tratamento diferenciado entre as empresas classificadas como micro ou de pequeno porte. A toda evidência, empresas de menor porte, que são a base da economia nacional, terão maior dificuldade de adaptação à jornada reduzida de 40 horas", destaca o diretor Jurídico da CNI, Alexandre Vitorino.

A CNI também pede que, após a concessão de liminar para suspender a emenda para micro e pequenas empresas, a ação seja submetida ao núcleo de soluções consensuais da Corte para que os agentes afetados encontrem uma saída negociada.

Outro questionamento é sobre a perda de eficácia, em até dois meses, de todos os acordos e convenções coletivas vigentes que sejam incompatíveis com a nova escala de trabalho. A entidade quer que esse trecho da emenda seja suspenso.

Segundo a CNI, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário aumenta o custo do trabalho formal na indústria em 11,1%, o que corresponde a R$ 88 bilhões.

O processo deve ser distribuído ao ministro Flávio Dino, que já foi sorteado relator da ação movida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para adiar o fim da escala 6x1 para 2027.