Cesta básica fica quase 2% mais barata na Grande Belém, mas acumula alta de 11,7% no ano

Na comparação entre agosto e setembro, o custo médio passou de R$ 634,8 para R$ 622,4, aponta Dieese

Elisa Vaz
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A cesta básica consumida pelos belenenses ficou quase 2% mais barata em setembro, na comparação com agosto, de acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O resultado deixa Belém em 11º lugar entre as Regiões Metropolitanas mais caras do Brasil, em uma lista com 17 pesquisadas.

Mesmo assim, passando de R$ 634,8 para R$ 622,4, os alimentos ainda comprometem mais da metade do atual salário mínimo (R$ 1.212). No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o comportamento foi inverso: a cesta básica ficou 11,7% mais cara na Grande Belém, enquanto, no último intervalo de um ano, a alta foi de 16,8%.

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Pelo levantamento do órgão, no mês passado, os produtos que puxaram o preço da alimentação para baixo foram, principalmente, o tomate (queda de 11,6%), óleo de soja (-6,8%) e feijão (-5,4%), mas também ficaram mais baratos o leite (1,5%), café (1,3%), manteiga (-1,1%) e carne bovina (-0,7%). Por outro lado, os itens que tiveram reajustes de preços foram a farinha de mandioca (3,2%), açúcar (3,1%), banana (2%), arroz (1,5%) e pão (1,4%).

Entre janeiro e setembro, o Dieese mostra que a maioria dos alimentos ficou mais cara, como o leite (47,6% no período), seguido do pão (28,9%), manteiga (23,1%), feijão (20,2%), café (18,1%), banana (13,3%), açúcar (10,6%), carne bovina (8,2%), arroz (5,8%), óleo de soja (4,8%) e a farinha de mandioca (4,1%). Apenas o tomate ficou mais barato, com redução de 12,1% do preço.

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Já de setembro de 2021 para setembro de 2022, as altas acumuladas são de: leite (46,3%), café (45,77%), açúcar (30,9%), pão (29,8%), manteiga (25,1%), feijão (15,3%), banana (14,8%), tomate (9,4%), carne bovina (9%), farinha de mandioca (4,7%), óleo de soja (4,5%) e arroz (4,3%).

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