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Camarão mais barato vai ser a pedida para as festas juninas

Enquanto preços do milho e do fubá sobem, marisco registra queda de até 30% em Belém

O Liberal

A chegada do mês de junho começa a animar comerciantes que trabalham com alimentos que são utilizados em comidas típicas das festas de São João, como o camarão.

Antônio Raposo trabalha há 36 anos no ramo e conta que apesar da procura esperada ainda não ter iniciado, acredita que os próximos 30 dias terão um fluxo alto de vendas. Primeiro porque as pessoas estão com saudade dos festejos juninos, impedidos de serem realizados nos últimos dois anos por conta da pandemia de covid-19. E segundo porque os preços estão surpreendentemente baratos na opinião dele.

"De imediato a gente espera um bom movimento após dois anos parados. Só que por enquanto ainda não decolou, a procura está bem devagar. Mas como trabalho no ramo de mariscos sei que nessa época sai muito para comidas típicas. As mercadorias estão mais baratas, em média em 30%. O camarão para o vatapá está saindo por no máximo R$40 o quilo, então acho que os clientes vão se empolgar. O que ocorreu é que nesses dois anos ninguém queria pescar, nem fretar. Ficou tudo muito caro. Agora retornou com muito produto. Como tem bastante, o preço", conta ele, que trabalha na Pedreira.

No mesmo bairro, João Carlos Souza também vende camarões in natura e congelados. Ele notou uma queda de 20% nos preços com alguns fornecedores e prevê que o bom momento deve atrair clientes. Mas só nas próximas semanas.

"Essa época ainda não tem ninguém procurando, não. Mas lá pro dia 15 tu vais ver pipocar as vendas. Acho que aqui chegamos a reduzir uns 15% no valor. Ainda tem muita coisa cara como a energia, o que atrapalha um pouco o preço. Até contratamos uma pessoa a mais. Espero que seja duradouro essa diminuição nos preços", diz.

Joana prevê melhoria nas vendas nos próximos dias (Thiago Gomes/O Liberal)

Na feira da Pedreira, Joana Pereira conta que as vendas estão boas só para quem fica de frente para rua, pois se beneficia do vaivém típico da avenida Pedro Miranda, sempre lotada de pessoas.

"Mas ainda está muito cedo. Não tem ninguém na feira esses tempos. Ainda não estamos vendendo em quantidade porque estamos esperando o movimento aumentar. A gente vende menos nessa época porque ficamos no fundão. Lá na frente eles ficam o dia todinho", conta ela, que está vendendo o quilo do milho branco por R$10. "Vale a pena porque no supermercado sai por R$7 só meio quilo", recomenda. 

Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) divulgada na última semana indicou o aumento de diversos ingredientes usados para a produção das comidas típicas juninas, como o milho branco para mingau (57,24%), milho branco para pipoca (39,72%), azeite de dendê (29,10%) e açúcar refinado (29,04%). Também subiram de preço a canela em pó (28%), a caixa de canjica (21.70%) e o fubá (14,99%).

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