Empreendedores do Pará se destacam no uso de ferramentas digitais
Levantamento coloca o estado e a região Norte entre os maiores adeptos dos recursos digitais em todo o país
Cada vez mais, os pequenos negócios paraenses se utilizam das ferramentas digitais para facilitar o seu dia a dia e aumentar o faturamento. Conforme mostram as pesquisas mais recentes realizadas pelo Sebrae no Pará, os empreendedores do estado estão entre os que mais abraçam a tecnologia no país.
Um desses levantamentos é a 9ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e divulgada em 2025, a qual aponta que 80% dos pequenos negócios do Pará vendem de forma on-line, seja por meio das redes sociais, aplicativos ou internet. Nesse ponto, o Pará aparece entre os quatro primeiros colocados do Brasil, atrás apenas do Amapá (82%), Roraima (82%) e Ceará (81%). Os canais de venda mais usados pelos empreendedores paraenses são o WhatsApp (por 83% deles), Instagram (58%), Facebook (30%) e a loja virtual própria (12%).
“O ambiente digital se tornou um grande aliado dos pequenos negócios, sendo utilizado tanto como plataforma de vendas, como em canal de divulgação de produtos e serviços, a um custo baixo e permitindo um contato direto com os clientes. Do lado do consumidor, percebemos o aumento na preferência pela praticidade das compras on-line, e isso proporciona um campo vasto de oportunidades ao qual o empreendedor deve estar atento, buscando capacitações para si próprio e seu time de vendas, mantendo-se atualizado com as tendências do momento e ouvindo o seu cliente, para satisfazê-lo cada vez mais”, orienta o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno.
Já outro levantamento, realizado pelo Sebrae e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), evidencia que o Pix caiu no gosto dos empreendedores, se tornando o meio de venda e de pagamento de fornecedores mais comum em todo o Brasil e no Pará.
O estudo mostra que 66% dos pagamentos recebidos pelos pequenos negócios paraenses são por meio dessa ferramenta. Esse percentual está acima da média nacional, que chegou a 59%. Em segundo lugar, aparece dinheiro, com 9%, e em seguida o boleto, com 7%. O cartão de crédito ficou apenas na quarta colocação, com 6%.
Ainda de acordo com o levantamento, em toda a Amazônia Legal, a tendência é a mesma. O top 6 dos estados em que o Pix lidera é composto inteiramente por unidades federativas da região: Amazonas (74%), Roraima (71%), Tocantins (69%), Amapá e Maranhão (68%). O Pará fecha esse ranking. A Região Norte, por sua vez, é a que apresenta a maior média de uso do Pix em todo o país: 68%. Logo atrás, surgem as regiões Nordeste (61%), Centro-Oeste (60%), Sudeste (59%) e Sul (57%).
Da mesma forma, no momento de pagar seus parceiros e fornecedores, a ferramenta de pagamento instantâneo continua tendo a preferência dos pequenos negócios. Do total de pagamentos realizados por essas empresas, 58% deles são feitos via Pix, 24% por meio de boleto e 6% em dinheiro.
Essa mesma pesquisa revelou também que, no Pará, 93% dos pequenos negócios utilizam aplicativo do banco no seu celular pessoal para receberem atendimento bancário. O estado aparece em primeiro no ranking nacional, ao lado de Amapá, Amazonas, Goiás, Pernambuco e o Distrito Federal, todos com os mesmos 93%.
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