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Dólar sobe ante real com aposta em juro alto nos EUA e aversão externa a risco

A alta, porém, é parcialmente limitada pela queda dos rendimentos dos Treasuries e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indica Selic elevada por período prolongado, mantendo suporte ao diferencial de juros do Brasil

Estadão Conteúdo

O dólar sobe no mercado à vista com aversão ao risco externo, incerteza sobre o acordo EUA-Irã, volatilidade do petróleo e expectativa de juros elevados nos Estados Unidos. A moeda norte-americana abriu os negócios em alta de 0,69%, cotada a R$ 5,1770 no mercado à vista.

A alta, porém, é parcialmente limitada pela queda dos rendimentos dos Treasuries e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indica Selic elevada por período prolongado, mantendo suporte ao diferencial de juros do Brasil.

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Já a curva de juros avança após o BC reforçar risco de inflação desancorada e assimetria altista no balanço de riscos para a inflação. O Ibovespa futuro recua em linha com as bolsas internacionais.

A ata do Copom reforça que os próximos ajustes da Selic serão graduais e dependentes da evolução dos dados econômicos. O BC destacou uma assimetria altista nos riscos de inflação e apontou piora do cenário inflacionário, com desancoragem das expectativas e impactos de choques externos. O comitê defendeu alinhamento da taxa aos parâmetros de mercado e ressaltou a importância da coordenação entre política fiscal e monetária.

Lá fora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou "plena e completamente" com inspeções nucleares de alto nível no futuro, em uma declaração que contradiz a posição manifestada mais cedo por Teerã, que negou ter autorizado novas visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a instalações nucleares atingidas por bombardeios americanos.

Trump também afirmou que, diante do que classificou como concessões importantes por parte de Teerã, decidiu manter aberto o Estreito de Ormuz e suspendeu o bloqueio naval dos EUA na região.

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