MENU

BUSCA

Número de apartamentos cresce 90% no Pará, mas casas ainda predominam

Entre 2016 e 2025, número de apartamentos cresceu 90,8% na construção paraense, quase dobrando em menos de 10 anos

Thaline Silva

O estado do Pará segue com predominância de casas entre os domicílios particulares permanentes, mas os apartamentos vêm ganhando espaço de forma acelerada ao longo dos últimos anos. Dados mais recentes do IBGE — com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) — indicam que, em 2025, as casas representavam 94,3% do total de moradias, somando cerca de 2,6 milhões de unidades. Já os apartamentos correspondiam a 5,3%, o equivalente a aproximadamente 145 mil imóveis, enquanto uma parcela menor estava distribuída em habitações como cômodos, cortiços ou estruturas similares.

A comparação com 2016 evidencia mudanças na composição habitacional. Naquele ano, as casas respondiam por 96,2% dos domicílios (2,1 milhões), enquanto os apartamentos representavam 3,4% (76 mil unidades). Embora o modelo de casa ainda seja amplamente dominante no estado, o crescimento dos apartamentos tem sido mais intenso no período analisado.

VEJA MAIS 

Belém é a segunda capital e a quarta cidade do Brasil com maior aumento no preço do aluguel em 2025
Cidade também registrou o metro quadrado mais caro entre as capitais monitoradas, segundo dados do Índice FipeZAP.

Belém tem alta de 17,62% no aluguel em 2025 e registra o metro quadrado mais caro do Brasil
No cenário nacional, os novos contratos de aluguel residencial ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025.

Entre 2016 e 2025, o número de apartamentos no Pará registrou aumento de 90,8%, praticamente dobrando em menos de uma década. No mesmo intervalo, o total de casas cresceu 19,9%, o que demonstra uma expansão mais moderada. O avanço dos apartamentos também se reflete nas características construtivas dos domicílios. A pesquisa aponta que o número de residências com cobertura do tipo “somente laje de concreto” passou de 39 mil, em 2016, para 91 mil, em 2025, indicando uma possível relação com a verticalização urbana.

No geral, o estado apresentou crescimento no número total de domicílios, com aumento de 22,3% no período analisado, acompanhando a expansão populacional e a dinâmica urbana.

Imóveis alugados

Outro destaque é a elevação no número de imóveis alugados. Em 2025, os domicílios nessa condição representavam 15,3% do total. Em termos absolutos, o número saltou de 243 mil, em 2016, para 420 mil, em 2025, um crescimento de 72,8%, o que corresponde a 177 mil unidades adicionais. Apenas em relação a 2024, o aumento foi de 7,4%, com a inclusão de 29 mil novos domicílios alugados.

Apesar dessa expansão, os imóveis próprios continuam predominando no estado. Em 2025, 74,2% dos domicílios eram próprios e já estavam quitados, totalizando cerca de 2 milhões de unidades. Outros 2,2% (60 mil) correspondiam a imóveis próprios ainda em processo de pagamento. Ainda assim, observa-se uma redução na participação relativa dos imóveis próprios ao longo dos anos, especialmente entre aqueles já quitados, indicando mudanças no perfil de acesso à moradia no Pará.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia

Palavras-chave