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Amazônia +10 inscreve projetos de pesquisa até o dia 10 de agosto

O aporte total do programa já chega a R$ 50 milhões

O Liberal

Segue aberto até o dia 10 de agosto o prazo para submissão de propostas para a Amazônia +10, iniciativa que busca incentivar projetos de pesquisa colaborativa voltados à conservação da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas, à proteção de populações e comunidades tradicionais, aos desafios urbanos e à bioeconomia, como política de desenvolvimento econômico na Amazônia. Receberão o apoio aqueles estudos que buscam impulsionar o conhecimento científico e tecnológico sobre a região, propondo soluções de adaptação baseadas nas demandas da comunidade, promovendo o bem-estar das populações da região de forma consistente e em longo prazo.

A iniciativa foi lançada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

As propostas devem estar relacionadas a três eixos:

  • territórios como infraestrutura e logística, que facilitam o desenvolvimento sustentável em dimensão multiescalar;
  • povos da Amazônia como protagonistas do conhecimento e da valorização da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas, e
  • fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis pelos amazônidas.

Segundo o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, o edital envolve todos os estados da Amazônia Legal por meio de suas respectivas fundações de amparo à pesquisa, e também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Dessa forma, a ação já conta com a participação de 20 fundações direcionando recursos para financiar pesquisas com temas de relevância para a Amazônia. Como resultado dessas parcerias, o aporte total já chega a R$ 50 milhões.

"O projeto é estruturado para ser executado em rede, envolvendo três estados, sendo, necessariamente, um deles da Amazônia, porque os recursos têm por objetivo desenvolver projetos de impacto nessa região. Essa inciativa tem uma importância muito grande para a região amazônica, porque os problemas locais são extremamente complexos e abrangentes, que necessitam de múltiplas áreas do conhecimento em um profundo grau de envolvimento. Assim, esse projeto traz a possibilidade de formação de um sinergismo entre diferentes grupos de pesquisa que trabalham na mesma área ou em áreas correlatas, para que possam responder a questões complexas, como a situação territorial, a conservação da floresta e a produção de alimentos de forma sustentável na Amazônia”, declarou Marcel.

O diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp, Carlos Américo, afirma que o edital Amazônia +10 é um projeto focado em compreender, entender e melhorar as condições de vida da população que vive na região. “Porque, entende-se que para propor um desenvolvimento local saudável é preciso conhecer o que há na floresta tropical, sobre os ecossistemas amazônicos, as condições de vida e geração sustentável de empregos”, ressalta.

Walkmário Lemos, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), destaca a importância de uma iniciativa voltada ao desenvolvimento da Amazônia, de pesquisas, ciência e inovação, e principalmente com um olhar atento às necessidades regionais, e a resultados reais que impactem as cidades e comunidades. "O edital Amazônia +10 vem justamente para fortalecer a pesquisa científica produzida e voltada para a Amazônia, desenvolvido em parceria com 20 fundações e pesquisadores de todo o Brasil”, acrescenta.

A chamada pública Amazônia +10 está disponível no link https://www.fapespa.pa.gov.br/chamadas. 

Economia
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