Thiago Castanho comanda série documental gastronômica sobre a Amazônia

"Sabores da Floresta", do Canal Futura, estreia no dia 24 de janeiro, às 21h

Ana Carolina Matos

Percorrendo 12 municípios do Pará e Amazonas, o chef Thiago Castanho convida o público a conhecer os sabores, processos e o cotidiano de pequenos produtores amazônidas. Primeira série documental gastronômica, "Sabores da Floresta", do Canal Futura, estreia no dia 24 de janeiro, às 21h.

Na primeira temporada, a produção percorreu 12 municípios no Pará e no Amazonas, com mais de 30 profissionais envolvidos. Os 13 episódios de "Sabores da Floresta" foram produzidos pela Marahu Filmes, produtora paraense, com direção de Fernando Segtowick.

Um dos paraenses com projeção nacional pelo trabalho gastronômico que promove, Castanho conta que o trabalho na série o fez ver a região com outros olhos. "Apesar de eu ser daqui, quanto tu viajas, passa três meses viajando, o olhar muda bastante. Nesse trabalho, eu tento colocar um olhar de turista, de estrangeiro, ver com mais detalhes aquela coisa do banal do dia a dia. A ideia é mostra a realidade, a riqueza de detalhes, o cotidiano das pessoas", explica ele, que viajou por cidades como a capital manauara e as cidades paraenses de São Caetano de Odivelas, Soure e Tomé-Açu.

O chef, que estreou na televisão no programa Cozinheiros em Ação, da GNT, conta que percorrer o estado de origem com foco na gastronomia e turismo sempre foi um sonho. "Quando entrei na televisão, eu sempre tive esse desejo de fazer algo na região, de mostrar porque a gente faz de certa forma o nosso trabalho, mas é um nicho pequeno. Aí pintou a proposta, fizemos um piloto há cinco anos, e agora foi aprovado pela Ancine e Canal Futura", detalha.

A cada semana, o programa mergulha nas histórias de ingredientes como cupuaçu, açaí, tucupi, acari, tucumã em feiras, mercados, rios e na floresta, sempre descobrindo novos olhares e modos de preparo de produtos já tão conhecidos pelos habitantes.

Para ele, um dos pontos altos da produção é mostrar o conhecimento dos povos tradicionais, que por muitas vezes são marginalizados ou, de certa maneira, visto com olhares - com característica de colonizadores - da necessidade de uma "salvação".

"O que eu mais gostei foi de ver de perto a relação dos cabocos (sic) - e eu falo sem o L mesmo - do nosso povo com a terra. Muita gente tem o costume de colocar o ribeirinho como algo abaixo, que precisa de ajuda, mas o ribeirinho é o cara que realmente sabe viver na nossa região, sabe qual a comida que é saudável. Na verdade, quem tem algo a ensinar é o povo do lugar mais simples. O pessoal de fora, sim, tem algo a aprender com eles", defende.

Ao final de cada episódio, na casa da família Castanho, em Belém do Pará, o chef recebe um convidado para que, juntos, cozinhem um prato com o ingrediente do dia. "A gente mostra as possibilidades de uso dos produtos locais, fora do contexto. A gente, daqui, tem uma forma de interpretar esse ingrediente e os chefs de fora outra. Então a gente cria um prato juntos, trocando ideia, conversando", pontua.

Entre os convidados estão o chef André Mifano, no episódio das ostras, a chef Mara Salles, falando de farinha, o irmão de Thiago, também chef, Felipe Castanho, e o pai da família, Francisco Castanho, conhecido como "seu Chicão", nos episódios do tucupi e acari, respectivamente.

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