Projeto Catarse amplia formação cultural no Abril Indígena em escolas de Outeiro
Iniciativa do fotógrafo Everaldo Nascimento leva exposição e oficina de fotografia a estudantes indígenas e migrantes da rede municipal de Belém
As ações do projeto Abril Indígena, promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Belém (SEMEC), atenderam estudantes indígenas e migrantes em escolas do distrito de Outeiro. Na Escola Monsenhor Azevedo, a culminância do projeto ocorreu no dia 29, com apresentações culturais. Já na Escola Pedro Demo, a programação incluiu a exposição fotográfica “Novos Olhares” e uma oficina de fotografia, conduzida pelo fotojornalista e arte-educador Everaldo Nascimento.
Na Escola Monsenhor Azevedo, considerada a mais antiga da ilha, a programação reuniu estudantes, educadores e a comunidade em atividades marcadas por apresentações culturais, dança, música e experiências gastronômicas.
Exposições e Oficinas na Escola Pedro Demo
Na Escola Pedro Demo, a programação foi ampliada com a realização da exposição fotográfica “Novos Olhares”, do Projeto Catarse Expondo Ideias. Além disso, houve a oficina prática de fotografia conduzida por Everaldo Nascimento.
A ação contou com o acompanhamento de técnicos da Diretoria de Educação Básica (DIEB), com a participação da Coordenação de Educação Escolar de Indígenas, Imigrantes e Refugiados (CEEIIR) e do Núcleo de Arte e Cultura na Escola (NACE).
“A articulação entre a rede municipal de ensino, agentes culturais e a comunidade escolar reforça o papel da arte como ferramenta pedagógica e como instrumento de valorização das múltiplas identidades presentes no território, consolidando experiências que conectam educação, cultura e cidadania”, afirmou Everaldo Nascimento.
A Exposição Fotográfica "Novos Olhares"
A exposição “Novos Olhares” reúne imagens produzidas por jovens que participaram de oficinas do projeto. Os temas abordados incluem território, memória, identidade e questões socioambientais.
A mostra integra uma proposta de formação cultural que busca ampliar o acesso à arte em espaços educativos. As imagens são resultado direto dessas ações formativas, revelando narrativas visuais sobre território, identidade e cotidiano a partir do olhar sensível de jovens das periferias.
Como contrapartida social, o projeto também oferece oficinas adaptadas à realidade de cada público atendido, respeitando o acesso aos recursos tecnológicos disponíveis em cada espaço.
Experiência Prática com Fotografia
Durante a oficina realizada na Escola Pedro Demo, estudantes brasileiros e indígenas da etnia Warao participaram de uma vivência que articulou observação, enquadramento e prática fotográfica. A atividade foi desenvolvida em etapas.
Inicialmente, foram realizados exercícios de percepção visual sem o uso da câmera, passando pela apreciação da exposição e culminando na produção de imagens nas dependências da escola.
Devido às especificidades do grupo e às condições de acesso aos equipamentos, a oficina incorporou o uso de câmeras fotográficas profissionais como estratégia pedagógica. Isso ampliou a experiência dos estudantes com a linguagem visual e possibilitou maior aprofundamento no processo de criação das imagens.
Fortalecimento da Integração Cultural
Segundo a técnica da DIEB, Milene Alcântara, o projeto Abril Indígena tem como objetivo fortalecer a integração cultural e o sentimento de pertencimento entre estudantes de diferentes origens.
“A iniciativa contribui para que a escola se consolide como um espaço de reconhecimento das identidades e de diálogo intercultural”, destaca Milene Alcântara.
Além do caráter formativo imediato, a ação na Escola Pedro Demo integra um processo mais amplo de articulação entre arte, educação e território. A experiência com os estudantes, especialmente com a participação de jovens Warao, abre caminho para a continuidade de atividades formativas em fotografia e audiovisual, com foco na construção de narrativas visuais sobre memória, identidade e pertencimento.
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