Oscaravelho mostra em Belém o som do 'Meu Deserto' para quem gosta de rock
Show da banda será na sexta (18), às 21h, no Gramophone Café, no centro de Belém
Gostar de tocar, cantar e viver o rock não tem idade. Que o diga a turma da banda Oscaravelho, que tem 16 anos de estrada na cena musical de Belém e faz, na próxima sexta-feira (18) no Gramophone Café, o show de lançamento do álbum "Meu Deserto". A Oscaravelho, cujo título brinca com a passagem do tempo, das idades e a sequência das faixas dos álbuns, é integrada por Augusto Macola na voz; Alexandre Ribeiro na guitarra, violão e voz; Jorge Kingmel no baixo e Rodrigo Jorge na bateria.
Como conta o guitarrista Alexandre Ribeiro, compositor da banda e fundador do Oscaravelho, esse grupo musical iniciou seus trabalhos em 2010. "A ideia era fazer música autoral, sem barreiras, mesclando as influências dos componentes", diz. "A ideia do nome veio de um dos membros, Júnior, que já não está mais na banda. Foi realizada uma votação, e acabamos acatando a ideia. Atualmente, dos quatro componentes, três estão acima dos 50 anos", detalha Alexandre.
Nessa estrada sonora, os rapazes de Oscaravelho não abrem mão nunca do prazer de tocar. Na verdade, compor e tocar suas músicas. "A banda faz um pop rock autoral com letras em português, viajando por estilos como: hard rock, blues, progressivo, pop, rock nacional; enfim, um som sem barreiras. Já lançamos 3 álbuns e 3 EPs. Estamos em processo de produção para um novo álbum", conta Alexandre.
O último lançamento da banda se deu em 2024, “Meu Deserto". "Por vários motivos, só agora está sendo possível fazer show com o material desse álbum, além de músicas nossas de outros trabalhos", diz Alexandre Ribeiro.
"Nosso trabalho é inteiramente autoral. Não tocamos covers. Os temas são variados. Abordamos relacionamentos, visão de mundo e temas que brotam de abordagens mais introspectivas", repassa o músico. Ele e Augusto Macola gravaram "Meu Deserto", dividindo as composições. "Depois da gravação, conseguimos reformular a banda, colocando membros fixos, para que as apresentações ao vivo se materializassem".
Entre canções
A banda surgiu do encontro de dois velhos conhecidos em 2008 em um shopping center de Belém. Mas apenas em 2010 veio a formação de Oscaravelho, com a proposta de produzir música autoral pautada no poprock, porém sem amarras à criatividade. Com a base formada por Alexandre Ribeiro e Augusto Macola, Oscaravelho finalizou, de 2012 para 2013, o primeiro trabalho da banda, intitulado "Volume 1", com 11 faixas.
Depois de shows em casas de Belém e apresentações em festivais e faixas tocando em rádios da capital paraense, a banda lançou em 2015 o álbum "Seguindo o Caminho", com 12 faixas inéditas. Na época, a banda conquistou novos fãs, fez muitos shows e gravou seu primeiro clipe da canção-título do álbum.
Após um hiato entre 2016 e 2019, a banda trouxe ao público dois EPs. No primeiro semestre de 2019, foi a vez de "Três" e, no segundo, "Vento Norte". Em 2020, foi a vez de "Olhos Famintos", lançado em plena pandemia da Covid-19. Nessa época, a formação que havia gravado esses trabalhos se dissolveu, ficando apenas Alexandre e Augusto. Porém, a partir de 2022, os membros resolveram produzir novas músicas de forma independente, sem contar com uma banda.
Como resultado dessa "andança" de Oscaravelho, o mais recente trabalho, "Meu Deserto", surgiu na estrada em 2024, com oito faixas. Essa e outras gemas da banda são o que a galera vai conferir na próxima sexta (18) em Belém.
E Oscaravelho está bem na foto, como se diz. Isso porque o show "Meu Deserto" vai ser na sexta-feira próxima, dia 18, às 21h no Gramophone Café, na avenida Magalhães Barata, 836, mas os ingressos estão todos esgotados. A turma do Oscaravelho nunca deixa de se reunir para tocar e ensaiar para novas apresentações. Quem não garantiu ingresso para o show "Meu Deserto", pode conferir o som dessa banda no Instagram, em oscaravelho.banda, além de material à beça no YouTube, como clipes e apresentações ao vivo. Afinal, o tempo só passa sem o prazer de tocar e ouvir rock e outros sons, se a gente deixar passar.
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