Reggaetown estreia turnê nacional por seis estados e antecipa faixas de novo disco
Após conquistar públicos com releituras nas redes sociais, a banda paraense leva a fusão de reggae, brega e guitarrada pelo país
Criada há 16 anos em Belém, no Pará, a banda Reggaetown inicia uma nova turnê nacional em agosto, projetando sua identidade musical para além das fronteiras paraenses. Marcado pela fusão de reggae, brega, carimbó e guitarrada, o grupo atravessa uma fase de expansão após o sucesso de suas versões nas redes sociais, que alcançaram ouvintes no Brasil e no exterior. Paralelamente às apresentações, os músicos finalizam a produção de um álbum duplo totalmente autoral.
A partir desta quinta-feira (27), a Reggaetown dá o pontapé inicial em sua turnê por Fortaleza antes de seguir por palcos do Ceará, Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Piauí. A banda levará o tempero paraense para palcos de peso, dividindo a programação do Vix Festival e do Fyah Festival com ícones como Israel Vibration, Mato Seco, Ponto de Equilíbrio, Cidade Verde, Alma Djem e Filosofia Reggae, onde apresentará, em primeira mão, composições de seu novo trabalho.
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“Cada turnê é sempre um sonho de moleque se realizando. Todo músico sonha com esse acontecimento. Sair de Belém e poder estar presente com grandes nomes da cena nacional e mundial, para a gente, é algo incrível”, afirma Bruno Rodriguez, vocalista da Reggaetown.
A trajetória da Reggaetown teve início em Belém, em 2010, quando Bruno e Lelo idealizaram um projeto alinhado às suas referências artísticas. Atualmente, a banda é composta por Bruno Rodriguez (vocal), Lelo (baixo), Julian (bateria) e Adria (guitarra), contando também com o suporte técnico de Augusto na equipe de produção.
A publicação das versões musicais nas redes sociais da banda nasceu de um pedido dos amigos que viviam fora de Belém e queriam ouvir as releituras em reggae que a Reggaetown já apresentava nos shows. A banda começou a gravar e publicar uma versão por semana, até que os vídeos passaram a viajar bem mais longe.
“A gente fazia as versões ao vivo, mas nossos amigos de outras cidades ficavam pedindo para a gente filmar e mandar para eles. Foi aí que tivemos a ideia de fazer uma versão por semana e postar nas redes sociais. Até que um dia o Chico Buarque repostou uma versão que fizemos da música dele, e aí começou a ir para outros públicos pelo Brasil. E quando fizemos uma versão da música do System of a Down, o baixista repostou, e aí a banda alcançou outros públicos ao redor do mundo”, conta Bruno.
O sucesso das releituras abriu caminho para impulsionar a obra autoral da Reggaetown, que costuma apresentar suas canções originais logo após as versões consagradas nos shows. Essa trajetória ganha novo fôlego com a fase final de mixagem e masterização de um disco duplo, ainda sem nome oficial, cujas faixas inéditas integrarão a atual turnê. O projeto divide-se em duas propostas estéticas: uma voltada ao new roots, com arranjos de rap e dub, e outra de caráter mais leve e romântico. O trabalho reúne colaborações de Cidade Verde Sounds, Regiane Araújo, Dudu Urband e Pump Killa, somando-se à discografia do grupo, que já conta com o álbum Viver na Paz (2014), o EP Aura Sessions (2017) e diversos singles.
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