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Alcione grava medley em homenagem às tradições do Amapá com colaboração de paraense

Cantora reafirma seu amor pela pluralidade brasileira ao dar voz a um compilado de canções

O Liberal

Com uma forte ligação com o Norte, a cantora Alcione lança o single "Marabaixo: Tradição do Amapá", nesta sexta-feira (16). A música é um medley com algumas das canções mais representativas da cultura afro-amapaense, que inclui composições do paraense Joãozinho Gomes, radicado no Amapá há três décadas e um dos autores do samba-enredo da Mangueira 2026.

Além dessa canção, outras duas músicas de Joãozinho fazem parte do medley: "A Beleza da Arte que emana", música em parceria com Enrico Di Miceli, presente no álbum "Amazônica Elegância" (2006); e "Mão de Couro", parceria com Val Milhomem.

Alcione, que nasceu no Nordeste, em São Luís, no Maranhão, foi convidada para a gravação pelo Governo do Amapá por conta da sua trajetória pessoal e profissional, já que, ao longo da sua carreira, ela já gravou forró, xote, baião, maracatu e inúmeras toadas de bumba meu boi, entre os tantos ritmos das diversas regiões do País.

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Alcione disse que “sentiu-se muito honrada por ter sido escolhida e que ama a pluralidade dos ritmos do Brasil”.

O pot-pourri reúne obras de compositores renomados e canções de domínio público. Além das músicas de Joãozinho Gomes, outras faixas compõem o single; são elas: "Ladrões de Marabaixo", "Aonde tu vai, rapaz?", "Rosa Branca Açucena", "Meu sarrilho é dobrador", "Vaca Malhada", "No Marabaixo é Assim", "O Meu Quilombo" e "Eu Caio, Eu Caio".

Com produção musical e arranjos do músico amapaense Alan Gomes, o single traz os efeitos e a percussão autêntica da "caixa de marabaixo" de Nena Silva, legítimo representante do quilombo do Curiaú. A obra, cujos arranjos foram concebidos no Amapá, ganhou a voz de Alcione em sessão realizada no estúdio Play Record, no Rio de Janeiro. A direção musical foi conduzida por Alexandre Menezes em colaboração com Alan Gomes, enquanto a mixagem e a masterização ficaram a cargo de Vanios Marques. O coro dos refrões é composto pela cantora Silmara Lobato, e a voz dos herdeiros dessa tradição se fez presente com a participação e edição de Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes.

Ao aceitar o convite, Alcione reafirma seu amor pela pluralidade de um país miscigenado, ajudando a mostrar que o Amapá é uma referência fundamental da nossa Amazônia Negra, um território de riqueza cultural inesgotável que merece ser reverenciado e celebrado por todos os brasileiros. Este lançamento apresenta-se como um precioso compilado de "ladrões" tradicionais do Amapá.

Vale lembrar que, em 2026, a escola de samba do Rio de Janeiro Mangueira, agremiação de Alcione, leva para a avenida o enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra". O tema explora a história afro-indígena do Norte do Brasil, focando na figura de Mestre Sacaca, curandeiro e herbanário do Amapá.

O Mestre Sacaca atuou ainda na fundação da União dos Negros do Amapá, promoveu a cultura popular e foi um dos fundadores da primeira associação de idosos. 

 

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