Lorena Monteiro apresenta releitura luso-paraense em show no Teatro do Sesi
Apresentação será acompanhada por Luiz Pardal, Diego Santos e João Daibes, nesta sexta-feira (21), às 20h
Entre a saudade do fado e as sonoridades que atravessam a música do Pará, Lorena Monteiro leva ao palco, pela primeira vez em formato teatral, um espetáculo dedicado à música portuguesa. A apresentação será nesta sexta-feira (21), às 20h, no Teatro do Sesi, em Belém. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e na portaria do espaço, em horário comercial.
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Com dez anos de carreira, Lorena desenvolve há cerca de oito anos um trabalho voltado à cultura portuguesa. O contato com o fado começou após um convite da fadista Dulci Cunha. “Eu cantei, ela gostou, e desde então, me conectei muito com a interpretação da música portuguesa”, relata.
Ao longo desse período, a cantora realizou apresentações para a comunidade lusitana e aprofundou a pesquisa sobre o gênero tradicional de Portugal. “Neste período de 2026, senti que estava na hora de transformar em um espetáculo musical pelo amadurecimento que tive com a história do fado”, afirma.
Repertório luso-paraense
A montagem parte de uma releitura luso-paraense, conectando a tradição musical das duas regiões. O fado, gênero tradicional de Portugal marcado por melodias associadas à saudade e à fatalidade, aparece ao lado de composições e releituras de artistas paraenses.
O repertório inclui “Nem às paredes confesso” e “Verdes Anos”, além de obras de Vital Lima e Alfredo Reis.
A seleção foi construída a partir de pesquisas sobre as relações entre as duas culturas. “Os portugueses influenciaram muito dos nossos costumes musicais também, através da língua e dos instrumentos em si”, explica Lorena.
Ela também destaca a presença de Waldemar Henrique no repertório. “Ele descende de pai português, e tem muitos elementos que conversam com a cultura musical lusitana”, complementa.
Música e formação no palco
No espetáculo, Lorena será acompanhada por Luiz Pardal, mestre, multi-instrumentista, compositor e maestro; Diego Santos, violonista de sete cordas, maestro, compositor e pesquisador das sonoridades lusitanas no violão há mais de dez anos; e João Daibes, multi-instrumentista, cantor e compositor.
A formação reúne voz, violão, piano e guitarra portuguesa. Para Lorena, a relação construída com os músicos também faz parte do processo de criação da apresentação.
“Cada artista que estará no palco comigo tem uma importante história. O Diego Santos é um incrível violonista, compositor e maestro, com o qual comecei a cantar fado na Casa do Bacalhau. O João Daibes é um exímio compositor e pianista, e fazemos muitos trabalhos juntos, e alguns de música portuguesa, desde o ano passado”, conta.
A cantora também destaca a participação de Pardal. “Foi uma aproximação mais recente que trouxe uma gama de conhecimento e experiência para este trabalho também. Estamos bem alinhados em energia, e seus talentos e trabalhos engrandecem tudo o que fazem”, afirma.
Espetáculo
Para Lorena, a apresentação reúne parte das pesquisas e experiências acumuladas durante os anos de trabalho com a música portuguesa e propõe uma aproximação entre as referências lusitanas e a produção musical amazônica.
“Para quem não conhece tanto sobre a cultura lusitana e essa relação com o Brasil, nós contaremos um pouco através da arte, de forma sensível e profunda”, diz.
Sobre o que o público encontrará no palco, a cantora afirma: “Espero que seja emocionante, forte e interessante. As surpresas, deixo para vocês presenciarem no show, que está belíssimo. Estou muito orgulhosa deste trabalho”, conclui.
Trajetória
Lorena iniciou no samba em 2015, integrando o grupo Samba Nosso de Cada Dia, e atuou como voz feminina em escolas de samba do grupo especial de Belém, como Quem São Eles, Rancho e Bole-Bole.
Ela também é cofundadora e coordenadora do coletivo Tem Mulher na Roda de Samba e da bateria Donas do Batuque, iniciativas voltadas à atuação feminina no samba. Também participa da idealização e coordenação do projeto Cantautoras, ao lado de Malu Guedelha e Mainumy, voltado à produção de compositoras na cena musical paraense.
Em 2024, foi eleita Melhor Intérprete no Festival da Canção Ouremense. Em 2019, foi finalista do mesmo festival com a canção autoral “Acalanto”.
A artista lançou um EP autoral em 2021 e os singles “Voltei pro Mar” e “Tu Vais Ver”. Ao longo da carreira, dividiu o palco com artistas como Ciça Marinho, Fitti, Patrícia Bastos e Manoel Cordeiro.
SERVIÇO:
Show ‘Lorena Monteiro canta Fados’
- Data: Sexta-feira (21);
- Local: Teatro do Sesi;
- Horário: 20h;
- Ingressos no Sympla e na Portaria do Teatro, em horário comercial.
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