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Há mais de meio século arte digital encontra novos formatos

Redes sociais permitem aos artistas inovação e contato com o público

Vito Gemaque

A arte nas redes sociais é algo contemporâneo e atual. Esse tipo de arte está inclusa no rol das artes digitais, que existem há mais de meio século. A arte digital são as obras criadas por meio da computação gráfica, de diversos tipos como ilustrações, desenhos, pinturas, modelagens realizadas digitalmente, vídeos editados digitalmente, animações computadorizadas, fotografias e vídeos digitais.

O pesquisador da UFPA e artista Orlando Maneschy reflete que vivenciamos um desdobramento do que no passado iniciou com desenhos feitos em códigos de computador nos primeiros computadores. Ele faz um paralelo entre as obras produzidas com fax que sumiam do papel depois de um tempo com as redes sociais.

“Se formos à raiz disso vamos desde quando as pessoas estavam desenhando imagens com o computador com letrinhas na virada do século XX. O que estavam fazendo era a arte informacional, que ia desde desenhos no computador com as programações de códigos, até por exemplo transmissões por faxes e telex”, diz. Maneschy realizou obras com fax que iam sumindo ao longo do tempo. “As imagens iam ao longo do tempo sumindo, se apagando porque o fax era assim”, relembra.

SAIBA MAIS

Complexidade artística nas redes sociais
Artistas utilizam redes sociais como ferramentas para a produção 

O escritor e jornalista Tiago Júlio também é adepto do fazer artístico nas redes sociais. Ele possui dois livros publicados e tem produzido quase que diariamente frases em uma rede social, que são "printadas" e compartilhadas por outra rede social nos perfis @otiagojulio e @vidadebipolar. Graças a esses novos formatos digitais Tiago está relançando a autobiografia “Cabeça Bipolar” apenas em PDF. Um dos seus projetos intitulado “Transvendo o mundo” uniu a literatura com as artes visuais na produção de vídeos específicos para as redes sociais.

 

 

“’Transvendo o mundo’ está no Instagram, Youtube e Facebook. Ele foi pensado para as redes sociais. A própria linguagem visual dele é para isso. Se fosse transformar em texto seria algo ‘mais pobre’, as imagens enriqueceram muito os poemas, porque existia esse recurso para postar vídeo”, conta.

Para ele as redes sociais possibilita o diálogo com o público e com outros artistas, o que influencia também na sua produção artística. “Influenciam bastante sim, quando comecei em 2008 nos blogs literários era coisa de nicho. Hoje as pessoas não estão só lá [nas redes sociais] para consumir literatura e poesia, mas no meio do feed aparece esse tipo de conteúdo. Como o público é maior, o retorno é mais expressivo nesse sentido. Não só o público me influencia também, mas as outras coisas que vejo me influenciam. Acabamos nos inspirando mutuamente, tem uma galera muito talentosa e inteligente”, assegura.

No entendimento de Orlando Maneschy o mundo digital traz ainda mais complexidades para a conceituação da arte e o fazer artístico. “A gente vive um tempo muito complexo da arte. Eu prefiro nem falar mais em arte, prefiro falar em visualidades”, reflete. “A gente não explica mais nada, não ensina mais nada”, completa.

Cultura
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