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CURTIÇÃO

Com 25 anos de carreira, Mombojó reencontra público paraense em show no 'Psica de Verão'

Grupo se apresenta no sábado (18), no Marajó, após anos sem tocar no Pará, com repertório que mistura novidades e canções conhecidas pelos fãs

Amanda Martins

17 de julho de 2026 às 14:36

Mombojó apresenta “Solar” ao público paraense

Mombojó apresenta “Solar” ao público paraense ( Foto: Divulgação )

A banda pernambucana Mombojó retorna ao Pará para uma apresentação no Festival Psica no Verão Amazônico, que começa nesta sexta-feira (17), na Vila de Joanes, no Marajó. O show do grupo acontece no sábado (18), a partir das 17h, em uma programação gratuita que reúne artistas nacionais e representantes da cultura local.

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Com 25 anos de carreira, mais de 70 músicas gravadas e uma trajetória marcada pela mistura entre indie nacional, referências da música pernambucana e experimentações sonoras, o Mombojó chega ao arquipélago marajoara com um repertório que reúne diferentes fases da banda.

A apresentação ocorre durante a divulgação do álbum “Solar”, lançado em maio de 2026. O trabalho marca o retorno do grupo a um projeto de músicas inéditas após seis anos e integra as comemorações pela trajetória construída desde a formação da banda, em 2001.

Segundo o vocalista Felipe S., a participação no Festival Psica surgiu a partir do desejo dos próprios integrantes de retornar ao Pará. O músico conta que a banda procurou a organização do evento para demonstrar o interesse em fazer parte da programação.

“Fazia muitos anos que a gente não se apresentava em Belém e esse convite acabou chegando em um momento muito especial. Estamos muito felizes de participar dessa primeira edição no Marajó e de fazer parte de um projeto que tem uma proposta tão interessante de conexão com o território amazônico”, afirma.

Memórias da banda no Pará

A volta ao Estado também resgata lembranças de outras apresentações do Mombojó para o público paraense. Felipe relembra um show realizado em Belém, quando a banda dividiu a programação com o grupo Ponto de Equilíbrio.

Segundo ele, a apresentação aconteceu durante a madrugada após atrasos na programação. Antes de subir ao palco, os integrantes imaginavam que encontrariam poucas pessoas na plateia, mas a reação do público surpreendeu a banda.

“Quando anunciaram o nome da banda, ouvi uma multidão gritando. Foi uma surpresa enorme e uma felicidade muito grande encontrar tanta gente cantando as músicas junto”, relembra.

O vocalista também recorda uma situação inusitada durante aquele show, quando uma parte da estrutura do palco foi danificada e o guitarrista acabou caindo em um espaço aberto.

“Foi uma cena engraçada e inesquecível. O público achou que ele estava ajoelhado fazendo pose de guitarrista de rock”, conta.

Repertório entre novidades e clássicos

Para a apresentação no Marajó, o Mombojó prepara um repertório que une músicas do álbum “Solar”, canções conhecidas pelos fãs e faixas que aparecem com menos frequência nos shows.

Felipe explica que a proposta é equilibrar as novidades com músicas que acompanham a história do grupo.

“A gente faz questão de tocar as músicas que o público conhece e gosta, aquelas que funcionam muito bem ao vivo e que todo mundo canta e dança junto. Mas também tentamos resgatar faixas que acabam aparecendo menos nos shows”, explica.

O vocalista afirma ainda que esta será a primeira vez que conhecerá a região do Marajó. Ele destaca a expectativa de vivenciar o território antes da apresentação.

“Estou muito curioso para viver essa experiência. Estou ansioso para chegar, conhecer o lugar e aproveitar um pouco dessa atmosfera antes do show”, comenta.

Para Felipe, o encontro entre a banda, o público e o cenário amazônico será um dos elementos marcantes da apresentação.

“Será uma experiência única. Existe uma expectativa muito grande de viver esse encontro com o público e com o território. Acho que vai ser um daqueles shows que ficam marcados na memória de quem está no palco e de quem está assistindo”, afirma.

Festival reúne artistas nacionais e paraenses

Além do Mombojó, o sábado (18) terá apresentações de Duda Beat, Grupo Paracuari convidando Mestra Jesus, Mega Pop Show, DJ Pédrita e DJ Rafael Cassiano.

Duda Beat apresenta ao público do festival a fase “Tara & Delírio”, projeto que reúne elementos do pop e da música eletrônica. Já o Grupo Paracuari, fundado em 1990 em Salvaterra, realiza uma apresentação com Mestra Jesus, artista que possui mais de 40 composições relacionadas às paisagens, saberes e tradições do Marajó.

O Mega Pop Show, com mais de duas décadas de atuação no Pará, leva ao palco um repertório que mistura ritmos populares. Na discotecagem, DJ Pédrita representa a cena dos sistemas de som amazônicos, DJ Rafael Cassiano apresenta referências da produção musical marajoara e DJ Cleide Roots participa da abertura do festival na sexta-feira (17), junto com Encanto Majoara, Grupo Balanço de Maré convidando Mestre Zezinho Viana, Layse e Lambada da Serpente, Rock dos Brabos e Tributo de Jah.