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Nome de Luma de Oliveira aparece em documentos sobre o caso Jeffrey Epstein

Entre os mais de 3 milhões de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, destaca-se a menção à ex-modelo brasileira

O Liberal

A divulgação de mais de 3 milhões de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein revelou que, além de figuras internacionais como Donald Trump e Woody Allen, o nome da brasileira Luma Oliveira também consta nos registros do empresário acusado de chefiar uma rede de exploração sexual.

O nome da ex-modelo surge especificamente em uma troca de e-mails de agosto de 2012 entre Epstein e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel. Na mensagem, o magnata questiona Brunel sobre uma menção antiga à brasileira, perguntando sobre a "namorada de Eike Batista", ao que o francês responde confirmando que se referia a Luma de Oliveira, observando que Eike era ou ainda seria casado com ela.

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Apesar da citação direta, o contexto da conversa não detalha intenções específicas e, na época do envio do e-mail, Luma Oliveira já estava separada de Eike Batista há oito anos, após um relacionamento que durou de 1991 a 2004. Vale destacar que o material analisado não apresenta nenhuma evidência de que tenha havido qualquer contato direto ou encontro entre a brasileira e o empresário americano. Entretanto, a menção a Luma acende um alerta sobre o interesse de Epstein pelo Brasil, já que os documentos indicam que ele viajava ao país e mantinha contatos para o fornecimento de mulheres, inclusive menores de idade, para fins de exploração.

Os registros mostram que a obsessão de Epstein pelo mercado brasileiro chegou ao ponto de ele negociar, em 2016, a compra de agências de modelos no país para garantir acesso facilitado às mulheres agenciadas. Essa rede de influências e crimes era operada com o auxílio de figuras como Jean-Luc Brunel, que acabou preso em 2020 por acusações de estupro e assédio. Assim como Epstein, que morreu na prisão em 2019, Brunel também foi encontrado morto em sua cela, em Paris, no ano de 2022, em um caso tratado pelas autoridades francesas como suicídio.