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“Antes Que Eu Me Chame Saudade” mostra a vivência dos idosos

Monólogo fala da solidão e questões vividas na terceira idade

Bruna Dias

Neste domingo, 29, o espetáculo “Antes Que Eu Me Chame Saudade” terá a sua primeira apresentação no Espaço das Artes de Belém, às 19h. No dia 05 de junho, no mesmo horário, terá mais uma apresentação.

Seu Sebastião, um viúvo de 78 anos, apaixonado por café amargo e que adora escutar jazz, pois o faz lembrar dos bons momentos, foi quem inspirou “Antes Que Eu Me Chame Saudade”. O espetáculo mostra a saudade que ele sente da falecida esposa, assim como, dos filhos e netos que poucas vezes o visitam. Quem lhe faz companhia é seu Zé, um velho preguiçoso e resmungão que não levanta da cadeira pra fazer nada.

A trilha sonora, seleta, é operada por Eliane Gomes, baseada em jazz, traz um pouco de alegria, solidão e nostalgia.

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No monólogo, escrito por Leonardo Sousa, que também atua dando vida ao personagem principal, ocorre a ligação entre o personagem e o público, que embarcam em sua história através de momentos sentimentais, tensos e engraçados. Sendo assim, o espetáculo busca atingir de forma poética o coração das pessoas, principalmente jovens e adultos, fazendo-os refletir sobre como estão agindo com os seus familiares.

“Foi uma experiência única, é o primeiro texto meu que é transformado em um espetáculo. Meu grande objetivo é causar uma reflexão pessoal no público de como estão lindando com a própria vida e com aquelas que amam. A vida acaba sendo muito rápido e nessa correria dos tempos atuais acabamos nem prestando atenção nos detalhes da vida, no que realmente importa. Com isso eu tento buscar essa reflexão sobre a solidão, o abandono, mas também sobre amor e alegria”, contou o artista.

O espetáculo chama atenção para as vivencias de muitos idosos, que assim como Seu Sebastião, acabam sofrendo desse mal chamado “esquecimento”. O ato de visitar esporadicamente e conversar ou pelo menos dar um “bom dia” ou “como você está?” não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, as vezes é o que basta para que o outro não se sinta tão solitário.

“Há muito tempo, durante um curso de teatro que eu estava fazendo, assisti um fragmento de espetáculo e um dos atores fez uma pergunta ao público ‘Qual a pior forma de morrer?’, e eu respondi só pra mim que seria sozinho, abandonado, e isso me fez refletir durante muito tempo, e surgiu alguns textos, mas nada que fosse de fato para um espetáculo. Depois de um tempo entrei em uma turma de monólogos, e iriamos utilizar frutas como indutores para laboratórios, a fruta que caiu para mim foi a pupunha. Em um dos laboratórios com a fruta me veio uma imagem na cabeça, eu na casa da minha vó tomando café com pupunha junto com ela. Comecei a desenvolver essa ideia e pesquisar sobre, juntei com o texto que havia escrito sobre solidão. Durante a pesquisa, os casos que eu encontrei sobre abandono do idoso me fez querer escrever ainda mais sobre o assunto, é algo que precisa ser dito e refletido”, finalizou Leonardo Sousa.

Agende-se

Antes Que Eu Me Chame Saudade

Datas: 29/05 e 05/06

Hora: às 19h

Local: Espaço das Artes de Belém

 

Cultura
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