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Wagner Moura 'agradece' Bolsonaro pela existência do filme 'O Agente Secreto'

Durante o programa, ao explicar o período da ditadura brasileira (1964 -1985) Wagner Moura criticou a Lei da Anistia de 1979

Estadão Conteúdo

Durante a turnê de divulgação do filme O Agente Secreto, nos Estados Unidos, o ator Wagner Moura participou do tradicional programa de talk show americano The Daily Show, apresentado por Jordan Klepper, e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao fazer uma correlação com o enredo do filme e o contexto político do Brasil pós-ditadura.

"O filme tem recebido um grande reconhecimento desde o Festival de Cannes. E em um dos prêmios que recebi, eu agradecia a ele (Bolsonaro). Sem ele, não teríamos feito o filme", afirmou o ator brasileiro. "O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022. Este homem, que foi eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI."

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Durante o programa, ao explicar o período da ditadura brasileira (1964 -1985) Wagner Moura criticou a Lei da Anistia de 1979: "Existem coisas que não podem ser esquecidas e nem perdoadas. O Brasil está, finalmente, superando um problema de memória ao mandar para prisão pela primeira vez pessoas que atentaram contra a democracia. O próprio Bolsonaro está na prisão. O Bolsonaro jamais teria existido politicamente se não fosse a anistia", afirmou o ator aplaudido pela plateia.

Globo de Ouro

Na entrevista, Wagner Moura falou sobre a comemoração pela vitória no Globo de Ouro como melhor ator em um filme de drama. "Meus amigos estavam lá e nós celebramos com muito samba". contou o ator.

"Estávamos procurando algumas caipirinhas, mas elas não estavam muito boas. Então, eu fui procurar alguma vodca com água tônica para matar a vontade", acrescentou.