MENU

BUSCA

Lexa revela queda de cabelo após usar Mounjaro: 'Nunca mais'

Cantora contou que precisou fazer tratamento depois de utilizar caneta emagrecedora; Anvisa alerta para riscos

Hannah Franco

A cantora Lexa, de 30 anos, revelou ter enfrentado um efeito colateral após usar a caneta emagrecedora Mounjaro. Em comentário publicado no Instagram nesta quarta-feira (11), a artista afirmou que sofreu queda de cabelo depois de utilizar o medicamento e que precisou fazer tratamento para recuperar os fios.

A declaração foi feita em uma página de entretenimento que questionava seguidores sobre o que as pessoas deveriam saber antes de usar o remédio. Lexa contou que utilizou o medicamento apenas uma vez e notou alterações.

VEJA MAIS

Câmara aprova urgência para projeto que quebra patentes dos medicamentos Mounjaro e Zepbound

Mounjaro causa pancreatite fatal? Entenda a relação da doença com o medicamento
Alerta destaca o risco de complicações graves e a importância de monitoramento durante o uso desses medicamentos

“Tomei uma vez e a frente do cabelo caiu. Fiz tratamento pra voltar os priminhos da frente”, escreveu. Em seguida, completou: “Mounjaro é ‘mara’, mas não é para todo mundo. Nunca mais tomei”.

Uso de canetas emagrecedoras exige acompanhamento médico

O Mounjaro é um medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo que inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Esses fármacos são indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, mas vêm sendo utilizados também para controle de peso.

Nos comentários da publicação, outros usuários relataram efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Há ainda relatos sobre possível redução da eficácia de anticoncepcionais durante o uso. Por outro lado, algumas pessoas mencionaram melhora na autoestima após a perda de peso.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta reforçando os riscos associados ao uso das chamadas canetas emagrecedoras. Segundo o órgão, é fundamental que o medicamento seja utilizado apenas com prescrição e acompanhamento médico.

De acordo com a Anvisa, há risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, que pode evoluir para formas mais severas. A agência informou que, entre 2020 e 2025, foram registradas seis mortes por pancreatite possivelmente relacionadas ao uso desse tipo de medicamento no Brasil.

Além disso, efeitos gastrointestinais como náusea, diarreia, vômito e constipação podem atingir até 18% dos usuários de tirzepatida e 24% dos que utilizam semaglutida.

Especialistas reforçam que o uso das canetas emagrecedoras deve seguir estritamente as indicações aprovadas em bula e sempre com orientação profissional, evitando automedicação e riscos à saúde.