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Exclusivo: Dona Onete fala das perdas de Mestre Damasceno e Mestre Dikinho

A cantora e compositora conta que juntos eles formavam o “Trio Marajoara”

Abílio Dantas

A morte de Mestre Damasceno, na última terça-feira, 26, causou tristeza e lembranças em muitos amigos, parceiros e admiradores do artista. Não foi diferente com a cantora e compositora Dona Onete. Ela lamentou que o mestre marajoara tenha falecido em momento de grande felicidade e reconhecimento, mas comemorou que a “despedida” tenha sido com festa, como ele pediu.

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“Poxa, no auge da idade dele, da grande vitória...Ele foi um grande lutador pela história do boi-bumbá. E agora, após a morte de Mestre Dikinho, ficou apenas eu do trio”, diz Dona Onete. Ela se refere ao termo Trio Marajoara, que foi uma expressão criada “de brincadeira” por ela e seu produtor Marcel Arêde, nos bastidores de um show, para falar dela, Damasceno e Dikinho, os três mestres da cultura popular do Marajó: Dona Onete nascida em Cachoeira do Arari, Mestre Damasceno de Salvaterra e Mestre Dikinho de Soure.

Mestre Diquinho, falecido em 2024, era, segundo Dona Onete, um músico especial. “Tem gente que sabe tocar violão, mas não sabe pegar um instrumento e dar o toque que Nelson Cavaquino dava, que outros músicos sabem dar. Eu perguntei para ele: Dikinho, você era seresteiro? O violão dele era de boêmio mesmo”, afirma ela.

A amizade com Mestre Damasceno se estabeleceu de forma mais presente recentemente, com a convivência em homenagens, no desfile da escola de samba Grande Rio, neste ano, e outras ocasiões em que os dois estiveram juntos.

“Até hoje teve festa (no velório de Mestre Damasceno em Salvaterra), que foi o pedido dele. Eu penso que o pedido da pessoa deve ser atendido. E o pessoal fez certo, como ele pediu”, finaliza.