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Esculturas hiper-realistas de Giovani Caramello chegam a Belém em exposição gratuita

A abertura ocorre nesta terça-feira (16), às 19h, na Caixa Cultural Belém. As visitação vão até dia 20 de setembro

Amanda Martins

Esculturas que parecem ganhar vida ocupam a CAIXA Cultural Belém, no Complexo Porto Futuro II, a partir desta terça-feira (16), com a abertura da exposiçãoHiper-Realismo no Brasil”, assinada pelo artista paulista Giovani Caramello. Uma vernissage para convidados será realizada às 19h, com a presença do escultor. O  público poderá visitar gratuitamente a mostra até dia 20 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 21h.

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O conjunto da exposição é formado por 11 esculturas, incluindo três obras inéditas produzidas por Caramello especialmente para a montagem na capital paraense. Entre essas obras estão “Nikutai”, peça central com 2,10 metros de altura, e “Segunda Chance”, que retrata o busto de um idoso com marcas do envelhecimento modeladas em silicone.

Autodidata, Giovani Caramello utiliza técnicas de modelagem em resina, silicone e bronze para criar esculturas que reproduzem com precisão traços, expressões e características do corpo humano. Seu trabalho é marcado pela atenção aos detalhes, explorando texturas da pele, marcas do tempo e diferentes aspectos da figura humana.

Curadoria

A exposição tem curadoria da paraense Vânia Leal, que ressalta a chegada da mostra a Belém e a experiência proporcionada pelas esculturas ao público.

“Em uma cidade marcada por intensos debates sobre corpo, território, ancestralidade e identidade, a exposição inaugura novos diálogos sobre a representação humana na arte contemporânea, ampliando o repertório visual e crítico da cena cultural paraense”, diz.

Vânia também destaca a experiência sensorial provocada pelas obras, marcada pela precisão dos detalhes e pelo impacto emocional que o artista busca transmitir ao público.

“O primeiro impacto costuma ser o espanto diante da extraordinária precisão técnica. Rugas, cicatrizes, pelos, texturas da pele, expressões e gestos são reproduzidos com tamanha minúcia que o espectador vive uma experiência de suspensão entre o real e o imaginado”, afirma.

Reflexões sobre a condição humana

Para ela, a proposta do hiper-realismo na mostra vai além da reprodução fiel da realidade.

“Quanto mais reais parecem esses corpos, mais somos convidados a refletir sobre aquilo que normalmente passa despercebido: nossas fragilidades, afetos e formas de existir no mundo”, diz.

Vânia ressalta ainda que a força das esculturas vai além do realismo visual.

“No entanto, o que torna o encontro com essas esculturas verdadeiramente marcante não é apenas o realismo, mas a carga emocional que elas carregam. Os personagens criados por Giovani Caramello são marcados pela vulnerabilidade, pela introspecção e pela delicadeza das emoções humanas”, explica.

As obras inéditas, segundo a curadoria, ampliam a proposta da exposição ao aprofundar temas recorrentes na produção do artista.

“Elas aprofundam temas recorrentes em sua produção, como a vulnerabilidade humana, os estados emocionais e a relação entre proteção e exposição”, acrescenta Vânia.

Programação educativa

Durante a programação, no dia 20 de junho, será realizada uma visita mediada com a curadora, aberta ao público presente na inauguração, sem limitação de participantes, com inscrições pelo site da instituição.

Já no dia 4 de julho, ocorre a oficina “Curar o Visível: leituras sobre imagem e representação”, ministrada por Vânia Leal, às 15h, com limite de 20 participantes. As inscrições serão abertas posteriormente no site da instituição em Belém.

Serviço:

Exposição Hiper-realismo no Brasil, de Giovani Caramello

  • Abertura / vernissage para convidados: 16 de junho, às 19 horas, com presença do escultor durante a vernissage;
  • Local: CAIXA Cultural Belém – Galerias 2 e 3. Galpão 6A do Complexo Porto Futuro II, Av. Marechal Hermes, S/N, próximo à Estação das Docas;
  • Visitação: de 16 de junho a 20 de setembro;
  • Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h;
  • Entrada gratuita.