Brega vive um novo auge? Veja 3 artistas que voltaram aos palcos no Pará
Após períodos afastados dos palcos, nomes consagrados do brega paraense retomaram a carreira e conquistam novas gerações de fãs
Que o brega nunca saiu da boca do paraense, isso é fato. Mas também é verdade que o ritmo nunca esteve tão em evidência quanto nos últimos anos. Tradicional, popular e profundamente ligado à identidade amazônica, o brega vive um novo momento de valorização, conquistando não só antigos fãs, mas também uma geração cada vez mais jovem.
Engana-se quem acredita que a Geração Z consome apenas os hits do momento. Desde 2020, observa-se uma onda de valorização de músicas nostálgicas entre os jovens, incluindo o brega paraense. Um estudo do Spotify aponta que cerca de 69% da Geração Z no Brasil gosta de ouvir conteúdos de décadas passadas, associando essas músicas a tempos considerados mais simples. Esse cenário favorável impulsionou o retorno de artistas consagrados que, após períodos afastados dos palcos, voltaram com força total.
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Diogo
Com 45 anos de carreira e 14 álbuns gravados, entre vinis e CDs, o cantor Diogo é um dos grandes nomes do brega paraense. Ele foi o primeiro artista do gênero no Pará a gravar um CD ao vivo, em 1996, na casa de shows Xodó.
Atualmente, Diogo prepara o lançamento do projeto “Diogo canta Waldick”, com releituras de clássicos de Waldick Soriano, previsto para chegar às plataformas digitais após o Carnaval. A homenagem tem forte ligação afetiva: “Meu pai era o maior fã do Waldick. É uma forma de homenageá-lo e cantar músicas que eu gpsto muito”, contou o cantor.
No repertório, Diogo coleciona sucessos como 'A Busca", "Reencontro", "Nina", "Desejo" "Estou amando", "Homem Objeto" "Feito um Jogo", "A Noite do Meu Fim" e "Saudade de Capitão Poço". Para 2026, ele planeja gravar um audiovisual intitulado “O Passado e o Presente”, reunindo diferentes gerações do brega paraense.
Banda Warilou
A Banda Warilou ganhou destaque ao misturar ritmos da música popular amazônica, como lambada, guitarrada, zouk, carimbó, boi-bumbá, marabaixo e batuque. O nome do grupo surgiu de uma gíria usada em estúdio e significa “alto astral”.
Com mais de 35 anos de carreira, a Warilou teve um período de oito anos afastada dos palcos e retomou as atividades em 2012. O retorno marcou a reconexão com o público, que manteve o interesse pelo repertório da banda. Produzida por Manoel Cordeiro, a Warilou lançou álbuns como Soca, Zouk e Cacicó, Luz do Mundo e Todos os Ritmos.
Músicas como Tudo Isso é Amor, Negrita Linda (Volare), Feitiço e Brilho Sensual continuam sendo lembradas pelo público paraense. Atualmente, o grupo segue em atividade e mantém presença na cena musical do Pará.
Márcia Rodrigues
Ícone do tecnobrega, Márcia Rodrigues é uma das vozes femininas mais importantes do gênero. Pioneira, iniciou sua carreira em 1989 e foi a terceira cantora de brega do Pará, ao lado de nomes como Miriam Cunha e Francis Dalva.
Após um período longe dos holofotes, Márcia voltou com novos lançamentos em 2024 e 2025, incluindo a música “Uma Vida”. Em entrevista à Rádio Liberal, a cantora afirmou viver um momento de entrega total à arte. “Sabe aquela vontade de marcar mais uma vez seu nome? É isso: Márcia Rodrigues está de volta, assinando de novo seu nome. Espero conquistar as pessoas que ainda não me conhecem e fazer relembrar aqueles que já me conhecem”, declarou.
Segundo a artista, o retorno foi impulsionado pelo trabalho das novas gerações. “Sabe aquela vontade de marcar mais uma vez seu nome? É isso: Márcia Rodrigues está de volta, assinando de novo seu nome. Espero conquistar as pessoas que ainda não me conhecem e fazer relembrar aqueles que já me conhecem”, explicou.
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