Advogado Walmir Brelaz lança romance sobre o poder humanizador da leitura no sistema prisional
A obra narra a história de uma professora que, enfrentando a Síndrome de Burnout, decide lecionar em uma unidade prisional
O advogado paraense Walmir Brelaz lançou a obra ficcional “O perdão da leitura”, publicada pela Editora Paka-Tatu. Este é o segundo romance do autor, que estreou no gênero com “Revivências” em 2021. A narrativa acompanha uma professora que atua no sistema prisional e promove o incentivo à leitura entre os internos. O enredo aborda o benefício jurídico da remição de pena, no qual a leitura de cada obra literária resulta na redução de quatro dias do tempo de cárcere. No decorrer da trama, a prática literária é apresentada como um elemento de humanização e evolução pessoal para os personagens. O livro está disponível para comercialização.
Antes da publicação oficial, três capítulos de “O perdão da leitura” foram adaptados para o formato de contos e selecionados em certames literários, integrando a “Coletânea: contos e poesia” da Academia de Letras de Ananindeua em 2024, além da Revista TAUP e da “Antologia Subsolo” em 2025.
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Na obra, Walmir Brelaz estabelece a convergência entre o Direito e a Literatura ao narrar a trajetória de uma professora em fase de pré-aposentadoria e diagnosticada com a Síndrome de Burnout. A personagem encerra sua carreira lecionando em uma unidade prisional, onde desenvolve atividades voltadas exclusivamente à leitura, em um enredo que descreve as condições do ambiente carcerário.
O livro apresenta resenhas elaboradas pelos alunos sobre clássicos como “O Diário de Anne Frank” (1947) e “Dom Quixote de La Mancha” (1605). Por meio dessas análises, o autor busca estimular a conexão com o público e compartilhar interpretações e sensações despertadas pela releitura dessas obras sob a perspectiva do romancista.
O romance “O perdão da leitura” pode ser adquirido por meio do site da editora Paka-Tatu, na sede do Sintepp ou diretamente pelo e-mail do autor: walmirbrelaz@gmail.com. A obra será apresentada oficialmente ao público durante o Congresso Estadual do Sintepp, que ocorre entre os dias 11 e 13 de junho deste ano, período em que o autor realizará sessões de autógrafos.
Walmir Brelaz possui trajetória profissional vinculada a movimentos sociais e ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp). Em sua atuação jurídica, representou sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás e atuou no caso de Jhonny Higson, que sofreu lesões irreversíveis após ser atingido por disparo de arma de fogo aos 12 anos, em Belém, no ano de 2001. Tais episódios foram registrados pelo autor em obras de análise técnica, como “Os sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás: Um caso de violação do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana” e “O flanelinha- Sinal vermelho para Jhonny Yguison”.
Inclusive, esses temas foram retratados em outros livros de Brelaz com abordagem do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana” e “O flanelinha- Sinal vermelho para Jhonny Yguison”).
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