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Amazônia terá destaque no Rock in Rio

Instalação imersiva com direito a um barco-aparelhagem construído em Marituba abrigará apresentações de artistas da Amazônia durante o festival

Emanuele Corrêa

Uma Amazônia contemporânea, sinestésica, ancestral, feminina e periférica foi apresentada ontem, 14, em uma coletiva de imprensa na Casa do Saulo, no Museu do Amanhã, centro do Rio de Janeiro (RJ). A equipe da Redação Integrada de O Liberal acompanhou com exclusividade e foi o único veículo do Norte do país no lançamento da NAVE, uma aparelhagem construída pelo artesão João do Som, que faz parte da programação fruto da parceria da Natura com o Rock In Rio, para apresentar uma experiência multissensorial na cidade do Rock.

O projeto tem curadoria e direção artística de Roberta Carvalho, cenografia de Daniela Thomas, argumento de Karla Martins e direção musical de Aíla. A proposta é aproximar o público de uma Amazônia contemporânea e real, conta Roberta Carvalho. “Não é fácil fazer o que está sendo feito e o que está sendo feito é histórico. Temos uma instalação imersiva de 360 graus. De artistas desta Amazônia brasileira, artistas do Norte. Na ponta temos um barco-aparelhagem”, destacou Roberta que também explicou ao público o significado da aparelhagem sonora.

A música conecta as pessoas e as regiões, diz Aíla, responsável por apresentar um line-up de artistas não só do Pará, mas de outros estados da Amazônia brasileira, como o Acre e Roraima. “A Amazônia é plural, a música brasileira é da Amazônia. Temos artistas que as pessoas conhecem e não sabem que são da Amazônia. Vamos ter uma aparelhagem feita para o Rock in Rio, ela está sendo feita lá em Marituba, no interior do Pará, e vai abrigar DJs. Vamos ter apresentações inéditas da música. Vamos ter a Keila, ícone do tecnobrega com Djs do Crocodilo, artistas indígenas do Amazonas, além de vários encontros na nave e apresentações virtuais, shows filmados em 360 graus. Mestres e mestras falando da música de tradição na Amazônia”, comentou Aíla.

Este é o segundo ano que a NAVE aterrissa na cidade do Rock. A primeira vez foi em 2019, na última edição do festival. O intuito da intervenção artística é fazer com que os visitantes da cidade do rock – estimados em 100 mil pessoas – percebam a Amazônia para além dos estereótipos.

O Rock in Rio Brasil 2022 acontece nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro, no parque Olímpico na Barra da Tijuca. Mas, a proposta é extrapolar as fronteiras e ganhar as ruas e as mídias digitais. Para que isso fosse possível, artistas paraenses fizeram intervenções, por meio de produções audiovisuais, nos principais cartões postais do Rio de Janeiro.

“Eu quero celebrar a co-criação dessa NAVE que é feminina... Nós queremos transbordar a Amazônia. Deste lugar tão simbólico. A Natura estabeleceu uma relação de confiança e compromisso com a Amazônia. A gente se relaciona com 40 comunidades, sendo duas indígenas, já preservamos mais de 2 milhões de hectares de floresta e impactamos mais de 8 mil famílias”, disse Maria Paula Fonseca,
diretora Global da Natura ao falar sobre a Amazônia.

As projeções estão nos principais pontos turísticos da cidade e foram feitas pelos artistas paraenses Roberta Carvalho, PV Dias e Rafael Bqueer. E também por Denilson Baniwa e Keila Sankofa, do Amazonas; Yaka Huni kuin, do Acre e Gabriel Bicho, de Roraima.

(A repórter viajou a convite da Natura).

Palavras-chave

Cultura
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