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Receita Federal e Banco Central terão novos concursos; especialista orienta candidatos do Pará

Editais deverão ser publicados no prazo máximo de seis meses

Thaline Silva*

O governo federal autorizou a realização de novos concursos públicos para a Receita Federal e o Banco Central, que juntos vão ofertar 316 vagas para cargos de níveis médio e superior. As autorizações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União por meio de portarias do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Para a mentora de concursos Morgana Amin da Rocha, aprovada em concursos para os Ministérios Públicos de Sergipe, Amazonas e Maranhão, além da Defensoria Pública do Amapá, a autorização dos certames costuma mobilizar milhares de candidatos por reunir fatores considerados atrativos. Além disso, existe a expectativa de vagas em todas as capitais, incluindo Belém do Pará. 

Na Receita Federal, foram autorizadas 146 vagas, sendo 116 para o cargo de analista-tributário e 30 para auditor-fiscal. Já o Banco Central contará com 170 vagas, distribuídas entre 100 para auditor do Banco Central, 50 para técnico do Banco Central e 20 para procurador do Banco Central.

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De acordo com as portarias, os editais deverão ser publicados no prazo máximo de seis meses. Caso esse período não seja cumprido, as autorizações perderão a validade.As normas também estabelecem que a primeira prova dos concursos só poderá ser ser aplicada após um intervalo mínimo de dois meses a partir da publicação dos editais. A nomeação dos candidatos aprovados dependerá da homologação do resultado final e da autorização do governo para o provimento das vagas.

"Normalmente, o que torna grande a expectativa é o número de vagas disponível e a quantidade elevada de candidatos aprovados que as instituições costumam nomear, em virtude do grande número de cargos vagos. Além disso, são cargos que abrangem diversas áreas, como no Banco Central, que prevê vagas para profissionais de nível superior de qualquer área e também de nível médio. Finalmente, a estabilidade e a boa remuneração são pontos essenciais que aumentam a expectativa entre os concurseiros", afirma Morgana da Rocha.

Segundo a especialista, quem pretende disputar uma vaga não deve esperar a publicação do edital para começar a estudar. "Este é o melhor momento para iniciar a preparação, pois os concursos já estão autorizados e é possível montar uma estratégia de estudos com base nos últimos editais. Deixar a preparação para depois da divulgação do edital não é uma boa estratégia, porque esse período deve ser usado para revisar e aprofundar as matérias em que o candidato tem mais dificuldade", explica.

Morgana também avalia que há expectativa de Belém voltar a receber a aplicação das provas, como ocorreu em concursos anteriores de abrangência nacional. "A realização das provas nas capitais amplia o acesso dos candidatos, reduz os custos de deslocamento e torna o concurso mais inclusivo. Para a região Norte, isso é ainda mais importante por causa das grandes distâncias geográficas e das dificuldades logísticas que muitos candidatos enfrentam para se deslocar a outras regiões do país". 

Dicas para os concurseiros 

De acordo com Morgana Amin da Rocha, a preparação deve ser planejada de forma estratégica, levando em consideração o cargo escolhido. "Normalmente, os concursos cobram disciplinas básicas como Língua Portuguesa, raciocínio lógico, estatística, administração pública e informática. O ideal é utilizar o último edital como referência, concentrar os estudos nos conteúdos em que o candidato tem mais dificuldade, revisar o que já domina e resolver muitas questões de concursos anteriores". 

Ela também alerta para erros comuns cometidos por quem está iniciando a preparação. "O maior erro é acreditar que precisa estudar todo o conteúdo do edital de forma linear e aprofundada. Na prática, isso é inviável. A preparação deve priorizar as disciplinas e os temas com maior incidência nas provas". 

A especialista também destaca que o tempo de estudo, por si só, não garante um bom desempenho. "Muitos candidatos associam produtividade à quantidade de horas estudadas. Mas o aprendizado depende da qualidade do estudo, e não apenas da duração. Organização, planejamento, revisões periódicas e resolução de questões tendem a produzir resultados muito melhores do que longas jornadas sem método. Em concursos públicos, vence quem consegue manter disciplina e consistência ao longo da preparação". 

Últimos concursos

O concurso mais recente da Receita Federal foi realizado em 2022. O edital foi publicado em dezembro daquele ano, com provas aplicadas em março de 2023, sob organização da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ao todo, foram ofertadas 699 vagas de nível superior para os cargos de auditor-fiscal e analista-tributário, com remuneração inicial de até R$ 21 mil. A seleção permaneceu válida até dezembro de 2025.

No Banco Central, o último concurso ocorreu em 2024. Organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), o certame ofereceu 100 vagas imediatas para o cargo de analista, divididas igualmente entre as áreas de Economia e Finanças e Tecnologia da Informação, além de cadastro de reserva. A remuneração inicial foi de R$ 20.924,80.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia