Zildinha Sequeira

Zildinha Sequeira é psicoterapeuta individual e familiar. Este é um espaço para se refletir sobre a vida.

Ai de mim, se não fosse eu!

Zildinha Sequeira

Você se conhece? Você gosta da pessoa que você é? Você se prioriza? O que você precisaria mudar em você para que pudesse produzir mais felicidade em sua vida? Você se surpreende muito com as suas atitudes? Para muitas pessoas, responder a essas questões pode não ser nada fácil.  Responder a essa pergunta – quem sou eu? - não é fácil para muita gente, justamente porque esse questionamento é pouco exercitado. Faça o seguinte, pare um pouco agora e tente responder a essa pergunta, se possível, anote, esse é um bom exercício de autoconhecimento.

Na verdade, diante dos obstáculos da vida temos uma noção mais real de quem nós somos, a partir de nossos pensamentos e atitudes. Mas, não é preciso esperar que coisas graves aconteçam para que você faça contato consigo mesmo. O autoconhecimento é fundamental para que o nosso caminhar na vida aconteça de uma forma mais harmoniosa e segura, para que aprendamos a contar com a gente mesmo e não ficar esperando que os outros venham nos socorrer; é maravilhoso aprender a funcionar como na canção do Ivan Lins “Começar de novo e contar comigo... Ter virado o barco, ter me socorrido”.

A jornada do autoconhecimento pode ser muito benéfica e surpreendente. Então, fique muito atenta (o) a suas emoções (reação do cérebro a um estímulo ambiental) e aos seus sentimentos (resultado de uma experiência emocional). Procure reservar um tempo, diariamente, para que você possa ficar em silêncio e assim se conectar ao seu mundo interior; fique atenta (o) à sequência dos seus pensamentos, emoções, sentimentos e atitudes, eles vão revelar muito sobre você e sobre como as pessoas te veem e reagem as suas atitudes. Ação e reação!

Um dos maiores desafios do autoconhecimento é o autoamor. Primeiro deve acontecer o amor por você e depois o amor pelos outros. Quem se ama, se cuida, se protege, se prioriza, se valoriza, não se deixa desrespeitar e nem ser maltratada e desqualificada pelos outros. Toda vez que eu ouço alguém dizer que sabe que está numa relação abusiva, mas que não se separa porque ama demais o seu parceiro, a resposta vem de pronto: você acha que o ama demais porque se ama de menos; enquanto você não for sua prioridade e seu principal compromisso, vai continuar sendo vítima de abusos amorosos, físicos e emocionais.

Ao buscar o autoconhecimento, você vai entender melhor seus desejos, necessidades e dificuldades e vai poder lidar com você mesmo de forma mais centrada e, assim, combater o auto boicote que muitas vezes acontece na vida de todos nós. É preciso ter foco e determinação para que possamos refletir melhor sobre nossas atitudes e buscar o equilíbrio interior tão essenciais na produção de paz, alegria e felicidade. 

Num momento como esse de pandemia, em que muitas pessoas estão adoecendo, morrendo e ficando desempregadas, sem condições mínimas de sobrevivência, podemos observar quem tem amor por si e pelos outros. Impossível imaginar amor pela vida (pela sua e pela dos outros) em quem está aglomerando, em quem se nega a usar a máscara e cumprir o protocolo de proteção da Covid. Espero que essas pessoas repensem suas atitudes e que parem de contribuir para a circulação do vírus e pela morte de milhares de pessoas em nosso país. É isso!

 

Zildinha Sequeira
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