Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Presidente Bolsonaro busca apoio em classes mais pobres, mas confusões se avolumam no Planalto

Rodolfo Marques

O cenário político brasileiro vai se desenhando em um processo com uma série de variáveis, modificadas de acordo com as ações e crises geradas pelo Palácio do Planalto – e pelo núcleo político mais próximo. O Brasil perdeu – e continua perdendo – a guerra contra a covid-19, mesmo com estudos promissores em relação à descoberta de vacinas, com boas perspectivas para 2021. Até lá, o país vem lidando com a reabertura progressiva das atividades na maior parte dos estados, com a volta das aglomerações e com os números cada vez piores em relação a contaminações e óbitos. Nos primeiros dias de julho, os números oficiais indicam, no Brasil, mais de 62 mil óbitos e mais de 1,5 milhão de casos confirmados, desde o início do processo, em fevereiro de 2020.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido/RJ) tenta ampliar sua base social, através da concessão do auxílio emergencial – por mais dois meses – e na discussão de programas para populações de baixa renda (o “Renda Brasil”, que poderia substituir o “Bolsa-Família”) e para as pequenas e médias empresas. O governo tem avaliado os resultados de pesquisas de opinião para pautar algumas de suas decisões políticas. Aumenta o número de apoiadores entre os mais pobres, ao mesmo tempo em que há uma divisão entre os que concordam com o pagamento do auxílio emergencial para os mais carentes.  

Por outro lado, o governo federal continua “colecionando” polêmicas e desacertos, como a questão da investigação de fake news, envolvendo diretamente Carlos Bolsonaro, o filho “02” do presidente; os desdobramentos da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o filho “01”; e os conflitos com opositores, em especial nas mídias e redes sociais. Ainda na gestão da crise dac-19, o presidente optou por não decretar como obrigatório o uso de máscaras em espaços como escolas e restaurantes. Aliás, o Congresso Nacional vem deliberando decisões sobre o combate à disseminação das notícias falas e sobre as eleições 2020, que devem ocorrer no mês de novembro.

Em nível regional, o Pará (especialmente na região metropolitana de Belém) vive um processo de retomada das atividades econômicas, ao mesmo tempo em que lida com as dificuldades da Covid-19 no interior do estado e com o medo de aglomerações, principalmente nos balneários, com a chegada do mês de julho. Os índices de isolamento social no estado caíram bruscamente, para menos de 40% - e o temor toma conta de muitas parcelas da sociedade.

No âmbito administrativo, houve uma troca importante na Secretaria de Estado de Saúde, com a saída de José Maria Beltrame para a entrada do policial federal Rômulo Rodovalho como titular da pasta. Beltrame também renunciou à presidência do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS) para priorizar sua defesa diante de investigações que vêm sofrendo, além de cuidar de sua saúde.

Dessa forma, no contexto de incertezas diante de uma crise sistêmica cada vez mais graves, a população tem a necessidade de uma ação mais forte e conjunta dos três entes federativos para com a pandemia e da agilidade nas pesquisas para que encontrem vacinas contra a Covid-19 e ações de recuperação econômica no Brasil.

Rodolfo Marques
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