Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Governo Federal busca rearticulação, Facebook bane perfis e Helder Barbalho retoma parcerias

Rodolfo Marques

O Brasil vive um cenário político de instabilidade, com as consequências da Covid-19 nos âmbitos social e econômico e com as várias confusões geradas a partir do Palácio do Planalto. Nesse contexto, as questões envolvendo o ex-assessor do hoje Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, e os inquéritos que apuram Fake News produzidas e disseminadas por perfis bolsonaristas são as que geram maior apreensão no Planalto. Quanto ao próprio presidente em si, após ter confirmado que contraiu a Covid-19, ele indica estar se recuperando bem.

Para deter a perda de parte da base de apoio, principalmente nas redes sociais, a estratégia política da presidência investe em dois caminhos: a negociação do apoio do “Centrão”, não só para deter uma possível abertura de processo de impeachment, mas também para a aprovação de pautas importantes para o governo no Congresso Nacional; e programas de transferência de renda – como o Renda Brasil e a prorrogação do pagamento do auxílio emergencial para as populações mais carentes –, como forma de buscar apoio nas populações do interior do país, em especial as do Nordeste.

Um “golpe” importante na estratégia de comunicação política do Planalto foi a ação do Facebook em retirar, no último dia 8 de julho, uma rede com páginas e perfis ligados a partidários de Jair Bolsonaro. Os operadores dessas redes seriam ligados a dois filhos do presidente – o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro –  e ao assessor especial da Presidência da República, Tércio Arnaud. A gigante das redes sociais tem demonstrado intolerância em relação a perfis que divulgam notícias falsas, até como uma forma de recuperar sua própria credibilidade junto ao público.

Em nível regional, o governador do estado do Pará, Helder Barbalho (MDB), promoveu reunião com o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), para tratar do desenvolvimento sustentável da Amazônia, com o combate às queimadas e ao desmatamento. Essa demanda está no contexto do programa “Territórios Sustentáveis” do Pará, uma importante bandeira da gestão estadual. E não deixa de ser uma forma de reaproximação política com o governo federal – relação esta que ficou um pouco afetada durante os primeiros meses da pandemia, com discussões de procedimentos entre o presidente da República e o governador do Pará.

Assim, em um ano que está completamente modificado pelos efeitos da pandemia e que tem um processo de eleições municipais no segundo semestre, as diferentes forças políticas tentam, cada uma a seu modo, mitigar as consequências da Covid-19 e buscar as principais esferas de poder.

Quem entender melhor o cenário e souber buscar as estratégias adequadas de comunicação política, tende a ter resultados mais satisfatórios. As cartas estão na mesa.

Rodolfo Marques
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