Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público (Poder Judiciário do Pará)

Equívocos na política ambiental do governo Bolsonaro chegam ao 'auge'

Rodolfo Marques

A semana da política nacional trouxe altas doses de tensão, em especial pelas questões ambientais. Em foco, o aumento nos incêndios na região amazônica, fato que despertou a mobilização de alguns chefes de Estado pelo mundo – caso do presidente francês, Emmanuel Macron – e gerou várias repercussões, também, dentro do Brasil. Macron chegou inclusive a sugerir a possibilidade de uma intervenção internacional na região, pela identificação da falta de ação do governo federal brasileiro em relação à Amazônia.

A crise ambiental na região amazônica já existe há décadas, mas ela se tornou mais intensa agora, principalmente pelo desregramento a respeito do tema por parte do governo federal, além da política desastrosa do ministro Ricardo Salles à frente da pasta. Desde que assumiu o governo, em janeiro de 2019, Jair Bolsonaro (PSL) tem demonstrado pouco ou nenhum interesse a respeito da preservação ambiental em todo o país – com o estímulo à exploração indiscriminada dos recursos naturais –, comportamento que concorre para o aparecimento e/ou ressurgimento de problemas, como os atuais.

Para tentar amenizar os ânimos da sociedade brasileira – e também como uma estratégia de comunicação –, Bolsonaro falou a respeito do tema em uma cadeia nacional de rádio e televisão, na sexta-feira (23.08). O presidente da República mudou um pouco o tom mais recente e procurou ser mais conciliador em relação às ONGs, por exemplo. Elas haviam sido duramente criticadas por Bolsonaro antes do pronunciamento. O presidente destacou que o governo adotará uma política de “tolerância zero” em relação aos crimes ambientais. Bolsonaro, ainda, ressaltou a questão da soberania nacional sobre o território que, de fato, é algo relevante. Por outro lado, dentro do contexto em que vivemos, o de ambiente global, é preciso observar que há uma interdependência de ações e o governo brasileiro não pode simplesmente cruzar os braços diante dos incêndios e de desmatamentos na Amazônia.

E o governador do estado do Pará, Helder Barbalho (MDB), anunciou uma parceria com o Exército, através do Comando Militar do Norte, para a definição de um plano de ação contra as queimadas na Amazônia. O governador anunciou o envio de tropas de combate aos incêndios para as cidades de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Redenção, no sul e sudeste do estado. 

A questão ambiental e a crise na Amazônia são pautas que devem ter a atenção devida por parte do presidente da República. Esses temas devem ser tratados como prioridades e, para além da manutenção da soberania do Brasil em relação à região, deve se buscar a diminuição dos prejuízos e a busca incessante por soluções mais rápidas.

O Brasil tem pressa e o governo federal precisa entender isso.

Rodolfo Marques
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