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RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Eleições presidenciais 2022: Lula mantém favoritismo, enquanto Bolsonaro busca estancar crises

Rodolfo Marques

Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente e pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto, no pleito de outubro de 2022, permanece favorito – e com larga vantagem em relação ao demais candidatos. Os dados foram divulgados pelo DataFolha.

A pesquisa, realizada entre os dias 22 e 23 de junho, em 181 cidades brasileiras, com 2.556 entrevistados, indicou 47% das intenções de voto em Lula – ou 53% dos votos válidos –, contra 28% para Jair Bolsonaro, do PL (ou 32% dos votos válidos) e 8% para Ciro Gomes, do PDT (10% dos válidos). Os demais pré-candidatos tiveram irrisórias citações por parte dos entrevistados, conforme o levantamento.

Ao mesmo tempo em que o cenário se mostra estável, com o largo favoritismo do ex-presidente Lula, e com o presidente Bolsonaro com cerca de 30% das intenções de voto, mantém-se a discussão de que o candidato petista possa vencer a eleição ainda em primeiro turno. Há movimentos claros na campanha de Lula em “jogar parado”, em buscar votos entre indecisos e também no discurso chamado “voto útil” dos eleitores que, no momento, estão com Ciro Gomes.

Por outro lado, a despeito da prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, com acusação de prática de corrupção, de toda a repercussão internacional com os assassinatos do indigenista Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips, no Amazonas, além da grave crise econômica que assola o país em 2022, a candidatura de Jair Bolsonaro continua resiliente e competitiva.

O candidato à reeleição investe na pauta de costumes, nos ataques às urnas eletrônicas e na manutenção da sua base aguerrida de eleitores, além de procurar manter o controle da pauta pública com declarações, muitas vezes, polêmicas. Todavia, para reverter a tendência da vitória de Lula, Bolsonaro precisará fazer mais – e algo diferente.

A pouco mais de três meses do primeiro turno das eleições, o cenário indica polarização, previsibilidade e estabilidade, mas nunca se pode descartar a entrada de outros elementos no pleito – inclusive os chamados “cisnes negros” (eventos que não estão previstos que podem, eventualmente, mudar as escolhas dos eleitores), como escândalos midiáticos, denúncias de corrupção, atentados ou mesmo alguma variante do ambiente pandêmico. 

Rodolfo Marques
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