Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Eleições 2020: TSE apresenta plano de segurança e partidos definem convenções e estratégias

Rodolfo Marques

Nesta semana, mais especificamente na terça-feira (8), o Tribunal Superior Eleitoral anunciou as regras específicas para as eleições municipais deste ano, tendo como foco o Plano de Segurança Sanitária para o pleito, realizado a partir de consultoria de especialistas dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein – além de pesquisadores da Fiocruz.

O pleito acontece nos dias 15 novembro (primeiro turno para o cargo de prefeito e votação para candidatos a vereador) e 29 do mesmo mês (nas cidades com mais de 200 mil eleitores em que houver a necessidade do segundo turno). Na exposição do TSE, o presidente da Casa, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que o Brasil tem a quarta maior democracia do planeta, com números superiores a 147 milhões de eleitores, quase 100 mil locais de votação e 401 mil seções eleitorais.

Será necessário o uso de máscaras por parte de mesários e eleitores, além da norma para o distanciamento social e a orientação para a permanência no local de votação pelo menor tempo possível. A identificação biométrica, grande avanço da justiça eleitoral brasileira, será dispensada neste ano pelo contexto da pandemia. Haverá também uma extensão de horário da votação – das 7h às 17h – e uma (ainda) maior prioridade para a votação de idosos, no horário das 7h às 10h. É recomendável que o eleitor leve sua própria caneta para preparar sua “cola” com os números dos votados. O álcool gel também será fornecido e deverá ser usado fartamente em todo o processo de votação nas datas previstas.

Em outro polo, partidos, pré-candidatos e possíveis coligações encaminham suas convenções até o dia 16 de setembro, para as definições e início mais efetivo das campanhas. Nos 5.570 munícipios brasileiros, serão eleitos – ou reeleitos – os respectivos prefeitos e pouco mais de 56 mil vereadores. Ressalte-se que os vereadores são os políticos mais próximos da população, principalmente no grau de identificação e no atendimento de demandas mais primárias.

Com a necessidade do distanciamento social, os políticos que pretendem disputar as eleições 2020 vêm buscando reforçar sua proximidade com o eleitor através das plataformas digitais e de comunicações cada vez mais direcionadas com seus respectivos públicos.

A pandemia também trouxe reflexões importantes nessa reinvenção de procedimentos e a necessidade de se realizar trabalhos mais contínuos para com a sociedade. Políticos que estão com mandato em andamento tendem – não como uma “regra única” – a ter maior visibilidade e espaços para divulgar suas atividades.

Em um ano em que tudo é muito diferente do que todos poderiam imaginar, as eleições municipais poderão trazer também efeitos pedagógicos sobre o grau de exigência que os eleitores podem ter sobre os políticos e uma maneira de despertar uma ação mais permanente de gestores públicos e legisladores, tanto no mundo offline como nas mídias e nas redes sociais.

Rodolfo Marques
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