Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público (Poder Judiciário do Pará)

Brasil busca momentos de estabilidade política, enquanto enfrenta crises e desafios internacionais

Rodolfo Marques

A política continua se desenvolvendo com suas nuances e vertentes, em um país com tantas peculiaridades como o Brasil. Percebem-se tais movimentos políticos a partir dos discursos públicos e também das ações práticas.

Uma das questões que vêm repercutindo em todos os âmbitos – e que passa diretamente pela questão política – é o da expansão de uma possível epidemia do coronavírus. No caso brasileiro, após vários clamores distintos e acaloradas discussões, dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), na sexta-feira (07.02.2020), foram buscar cerca de 34 pessoas – entre brasileiros e estrangeiros –, em Wuhan, principal cenário da expansão do vírus. A ação foi do Ministério da Saúde e as pessoas trasladadas ficarão no Brasil em regime de quarentena, após exames serem feitos e os riscos de contaminação, mitigados.  O coronavírus atingiu, até o início de fevereiro, cerca de 28 mil pessoas, deixando mais de 500 mortos em 24 diferentes países. Foi uma decisão importante, embora demorada e cheia de percalços verbais, denotando mais uma vez a inabilidade do governo federal na condução de temas relevantes.

Outro fato de repercussão nacional foi o início de caminhada da atriz Regina Duarte como Secretária Nacional de Cultura. Regina assumiu o cargo após a demissão de Roberto Alvim, que se envolveu em polêmicas referentes a falas nazistas. A atriz busca resgatar uma agenda temática no campo cultural e procurou demonstrar o apoio da classe artística a seu nome na assunção ao cargo. Todavia, muitos atores e atrizes, embora apoiem Regina em seu novo desafio, não concordam com as posturas gerais do governo de Jair Bolsonaro (sem partido-RJ). A expectativa é de que haja melhorias de investimentos no setor e que a produção cultural volte a seus melhores dias, embora a postura atual da gestão federal não indique isso.

O Brasil acompanha atentamente, também, o andamento das eleições norte-americanas. O atual presidente ianque, Donald Trump, deve ser candidato à reeleição pelo Partido Republicano. Pelo lado dos democratas, há três candidatos mais destacados na disputa pela vaga – Bernie Sanders, Elizabeth Warren e o ex-vice-presidente, Joe Biden. Por ora, acontecem as eleições primárias nos estados – e o primeiro a sediar essa etapa foi Iowa, em 04.02.2020. O governo Bolsonaro mantém um alinhamento político e ideológico a Donald Trump e apoia a reeleição do seu colega norte-americano.

No âmbito das relações do governo do Pará com a gestão federal, os grandes desafios, neste momento, são a questão do pacto federativo e o equilíbrio orçamentário entre estados e a União. Em paralelo a isso, o reflexo das possíveis aprovações das reformas tributárias e da administração pública deverá ser observado na gestão das unidades federativas, assim como na disponibilização de recursos financeiros. E uma das questões que vem sendo discutidas é o imposto pago pelo consumo de combustíveis – e a repartição do valor arrecadado.

A política sempre, como se percebe, é o início e o fim de todos os processos relacionais humanos, denotando preferências, vieses ideológicos e ações concretas. Deriva disso uma preferência clara da maior parte da sociedade brasileira pela estabilidade política e por um desenvolvimento mais equilibrado do país.

Rodolfo Marques
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