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LINOMAR BAHIA

LINOMAR BAHIA

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários. | linomarbahiajor@gmail.com

Uma “droga” chamada “Poder”

Linomar Bahia

Época de eleição pode ser também considerada como uma temporada de caça ao “Poder” que os mandatos eleitorais, pretendidos e conquistados, podem propiciar. Guardam correspondência proporcional, tanto no comando da Câmara Municipal de um modesto município do interior, quanto a qualquer dos três Poderes e suas respectivas competências, com a modernosa denominação de CEO, em que a pronúncia soa como o infinito universal, mas constitui mera cópia da inglesa “Chief Executive Officer”, uma das imitações que fazem do “complexo de vira-latas” praga nacional.

Por exercer uma atração irresistível ao ser humano, talvez também atraente aos componentes do reino animal, como situou “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, o “Poder” sempre será objeto de disputas em que os contendores já se revelaram capazes de usar quaisquer armas verbais e físicas, em nome do princípio de que “feio é perder”, recentemente inserida na celebração “perdeu, Mané”, principalmente quando grafada com batom em monumento simbólico. Seu enorme fascínio tem ganho variadas classificações e justificativas que lhe aumentam a atração nas disputas.

Entre tantas comparações e similitudes na vida dos povos, houve um consagrado líder militar e político que considerou o “Poder” como algo afrodisíaco, por isso lhe atribuindo a “capacidade de estimular, despertar ou aumentar o desejo e a excitação”, peculiaridades derivadas de “Afrodite”, a deusa grega do amor, da paixão e do desejo”. A ela também se poderia incorporar a maldição pelos castigos impostos quando tinha a vaidade ferida, implacável com quem a desafiasse, tal como acontece aos que fazem o mal uso do “Poder” e recebem a punição da derrota e das penalidades. 

Há, também, quem considere o “Poder” onde os desejos e lutas escondem perigos e riscos que, não obstante, estão longe de desestimularem pretensões. Memória resgatada do programa de televisão “Deles”, exibido em 1990, mostra a atriz, modelo e apresentadora russa de leningrado Elke Maravilha considerando o “Poder” como “a pior droga”; Dizia que “não é o álcool, não é a cola, não é o cigarro (...). O “Poder” é o que mais vicia e mais mata. É o “Poder” da igreja, que não permite o controle da natalidade. É o “Poder” do poderoso, que quer ter escravos e não quer que ele cresça”.

Quanto a espiritualidade, entre princípios bíblicos, o “Poder” assume caráter essencialmente Divino e Criador, pertencente a Deus que governa o Universo e concede autoridade aos seres humano, para realizar Boas Obras, desfrutando da força espiritual e do impacto verbal. Nesse particular, a palavra se apresenta como capaz de concretizar propósitos espirituais, capazes de renovar a mente humana. Por força disso, a palavra não retorna vazia, cumprindo o propósito para o qual foi designada, incorrendo em pecado os maus usuários e, os bons mensageiros, as glórias a que fizeram jús.

Fundamental para quem se disponha às diferentes formas e oportunidades de lutas pelo “Poder” é dispor das armas verbais e estratégias adequadas a qualquer estágio dos processos efetivados. As mídias sociais passaram a constituir instrumentos cada vez mais utilizados nas disputas pelo “Poder”, frequentemente em lances de defesas e ataques pontificados por inserções em que vale tudo, numa batalha  onde alguém vence e alguém perde, emprestando às disputas a excitação de uma guerra, com a vantagem de que, ao contrário das guerras, nesse campo podem morrer várias vezes.

Linomar Bahia é jornalista e escritor, membro da Academia Paraense de Letras e da Academia Paraense de Jornalismo.

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