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LINOMAR BAHIA

linomarbahiajor@gmail.com

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários.

Só nos resta a fé

Linomar Bahia

Vivemos o ápice das manifestações de religiosidade, particularmente dos paraenses, nas profissões de fé e nos louvores à Virgem de Nazaré. Neste domingo, revigoramos os pleitos de todo o sempre e reverenciamos a Santa Padroeira nos incontáveis agradecimentos pelas graças alcançadas. Os tempos e episódios de agora, requerem que continuemos rogando à Mãe de Deus pelas graças e proteção de que tanto precisam o mundo, em geral, e o Brasil e os brasileiros, em especial. Afinal, pelo que se vê e pelo que se ouve, só nos resta perseverar na fé que, como o apóstolo Marcos inseriu no texto bíblico, a propósito de certas situações, é capaz de mover montanhas, entre as quais pedimos sejam incluídas as nossas.

Houvesse pesquisa específica, certamente registraria a fartura de acontecimentos internacionais e locais, na transição de setembro último para outubro, em vulto e frustrações de fazer inveja ao agosto, então "mês de desgosto". No caso brasileiro, em pouco ou nada têm se distinguido os demais meses, tamanha é a sucessão de ondas, majoritariamente negativas, surfadas por todos os matizes ideológicas e atividades humanas, no que se destacam as funções públicas e seus ocupantes. Houve muito de praticamente tudo, exibindo pecados e pecadores, em debates e pronunciamentos em níveis tão baixos e constrangedores, que deveriam ser deletados de quaisquer arquivos minimamente respeitáveis para consulta.

Tivemos mais de seis horas de pane nas redes sociais, produzindo bilhões de dólares de prejuízos universais e vazamento de sigilos pessoais, políticos e empresariais, revelando fortunas escondidas e desventuras conjugais de todos os escalões políticos, administrativos e negócios  de todo mundo. No Brasil, a CPI, que seria sobre atos e fatos da pandemia do coronavírus, tem se constituído resumo das imperfeições nacionais, com bate-bocas, barracos e até exposição homofóbica, mostrando a cara da política e como são tratados os interesses públicos no país, cantado por Cazuza em "Brasil, Mostra tua cara, Quero ver quem paga, Pra gente ficar assim, Brasil, Qual é o teu negócio, O nome do teu sócio, Confia em mim".

A continuada turbulência na política, com devastadoras repercussões na vida nacional, tem sido atribuída, em grande parte, à questionada qualidade da representação parlamentar. Na Câmara, por exemplo, dos 513 deputados, somente 27 dependeram dos próprios votos para se eleger, o que representa 5,26% do total. Entre os 81 senadores, 21 deles, ou quase 26% deles, respondem na Justiça sobre improbidade administrativa. Inevitáveis comparações traçam paralelos entre o alto nível dos deputados e senadores de outros tempos, quando o Brasil ganhou o charmoso rótulo de “país dos bacharéis”, e as épocas recentes dos espetáculos de pastelão de baixo nível. Ante o exposto, só nos resta perseverar na fé.

 

 

Linomar Bahia é jornalista e escritor

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